
O vice-presidente do Sinait, Carlos Silva, e a diretora da entidade Ana Palmira Arruda Camargo, se encontraram com o Secretário de Inspeção do Trabalho, Paulo Sérgio Almeida, no dia 12 de dezembro para conversar sobre o critério de distribuição de vagas para o Concurso de Remoção e o andamento do pedido de concurso público para Auditor-Fiscal do Trabalho ao Ministério do Planejamento.
De acordo com o Secretário, o pedido de autorização para realização de concurso para preenchimento de 600 vagas do cargo de Auditor-Fiscal do Trabalho foi negado pelo Planejamento. “Nós vamos encaminhar outro pedido para que o Planejamento reconsidere a decisão”.
Carlos Silva disse ao secretário que o concurso de remoção tem angustiado os Auditores-Fiscais. Paulo Sérgio afirmou que o critério foi matemático. “Foram disponibilizadas mais vagas para as Superintendências que perderam mais Auditores-Fiscais”, ponderou.
Veja a matéria completa aqui.
O Sinait reagiu imediatamente à notícia divulgada na edição de 11 de dezembro do jornal “Folha de São Paulo” sobre uma proposta da Confederação Nacional da Indústria - CNI pela criação de conselho de recursos para o Ministério do Trabalho e Emprego – MTE. O objetivo seria julgar “defesas ligadas aos autos de infração trabalhistas”. A ideia é que o órgão seja tripartite com representantes do governo, de trabalhadores e de empresários.
Para obter mais informações sobre o assunto, o vice-presidente do Sinait, Carlos Silva, e a diretora da entidade Ana Palmira Arruda Camargo, conversaram com o coordenador-geral de Recursos, da Secretaria de Inspeção do Trabalho – SIT/MTE, Roberto Leão.
Carlos Silva ressaltou que o Sinait defenderá a estrutura recursal vigente. Roberto afirmou que, inicialmente, a postura dele e do secretário de Inspeção do Trabalho, Paulo Sérgio de Almeida, é receber a proposta para discutir o teor do documento. A avaliação prévia é que o MTE não tem estrutura para ter um conselho de recursos. A SIT está implantando o sistema eletrônico para os processos da Fiscalização do Trabalho, pois tudo é feito de forma manual. Outro problema, além do custo de manter um conselho dessa natureza, é o número reduzido de Auditores-Fiscais do Trabalho para atuar no eventual conselho que deve ser composto de Câmaras para as análises.
O Sinait é contra qualquer alteração nesse sentido e mantém a defesa da prerrogativa dos Auditores-Fiscais do Trabalho, esclarecendo que a CNI está equivocada quando alega que o Auditor-Fiscal do Trabalho autuante é o mesmo que analisa o auto de infração no contencioso administrativo. A entidade convida os representantes da distinta instituição para melhor conhecer os trâmites administrativos adotados pela Secretaria de Inspeção do Trabalho na análise de autos de infrações trabalhistas.
Veja mais detalhes aqui.
Carlos Silva, vice-presidente do Sinait e presidente da Afitepe, reuniu-se com o deputado João Paulo Lima (PT/PE) no dia 12 de dezembro para tratar das estratégias de atuação pela inclusão dos Auditores-Fiscais do Trabalho na Proposta de Emenda à Constituição – PEC nº 443/2009.
A PEC 443/2009 fixa parâmetros para a remuneração dos advogados públicos e outras carreiras em 90,25% do subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal – STF.
Carlos Silva apresentou as ações realizadas pelo Sinait, dentre as quais, o apoio ao Voto em Separado do deputado João Dado (SDD/SP), que acrescentou o Fisco Federal à proposta. “O Voto em Separado tem o apoio de 28 deputados integrantes da Comissão Especial que está apreciando a PEC e estamos trabalhando para conseguir sensibilizar mais parlamentares para a causa”.
O deputado João Paulo Lima comprometeu-se a entrar em contato, nesta quinta-feira, com o presidente da Comissão Especial, deputado José Mentor (PT/SP), para tratar do assunto e, posteriormente, dar um retorno ao Sinait sobre a reunião.
Clique aqui para ler a matéria completa.
Auditores-Fiscais do Trabalho que integram a Diretoria Executiva Local da Delegacia Sindical do Sinait no Ceará estiveram com o deputado federal Chico Lopes (PCdoB/CE) no dia 9 de dezembro, para falar sobre as Propostas de Emenda à Constituição – PECs 443/2009 e 555/2006, pelas quais o Sinait luta pela aprovação em benefício da categoria.
A PEC 443/2009 fixa em 90,25% do subsídio dos ministros do STF a remuneração de algumas carreiras do funcionalismo. O Sinait está em busca da inclusão da Auditoria-Fiscal do Trabalho entre as carreiras contempladas. Já a PEC 555/2006 acaba com o pagamento da contribuição previdenciária por parte de servidores aposentados e pensionistas.
O deputado Chico Lopes, segundo os Auditores-Fiscais, garantiu seu apoio às reivindicações da categoria.
Clique aqui para ler a matéria na íntegra.
No dia 9 de dezembro, o vice-presidente do Sinait e presidente da Afitepe, Carlos Silva, acompanhado dos Auditores-Fiscais do Trabalho Alberlita Silva – diretora do Sinait, Vera Jatobá e Roberto Carlos Araújo, formaram uma comissão representativa da categoria e tiveram uma reunião com o deputado federal Sílvio Costa (PSC/PE), em Recife (PE) sobre a importância da Norma Regulamentadora – NR 12, sobre Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos.
No dia 26 de novembro o deputado apresentou o Projeto de Decreto Legislativo – PDC 1408/2013, que susta a aplicação da NR 12. No dia 4 de dezembro o PDC foi recebido pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público – CTASP, ainda sem a designação do relator.
Projeto semelhante havia sido apresentado pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PDT/SP), mas o parlamentar pediu sua retirada após o Sinait procurá-lo e a assessores de seu gabinete para explicar as consequências negativas que poderia gerar, especialmente graves acidentes de trabalho, com mutilações de membros e mortes.
O deputado federal se comprometeu em aprofundar a discussão sobre a NR 12 e agendar uma audiência pública para a segunda quinzena de janeiro de 2014, contando com a participação de representantes de sindicatos de trabalhadores e de empregadores, na cidade de Recife (PE). O Sinait estará representado na reunião.
Leia a matéria completa aqui.
No dia 11 de dezembro, o Sinait protocolizou documento no gabinete do ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, cujo conteúdo é a Norma Regulamentadora – NR 12, sobre a Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos.
No documento enviado ao ministro a presidente Rosa Jorge e o vice-presidente Carlos Silva historiam o processo de construção da NR 12, o processo democrático e tripartite da revisão do texto e a participação da Auditoria-Fiscal do Trabalho brasileira na atualização de instrumento internacional, no caso, da Organização Internacional do Trabalho – OIT, o que constitui um reconhecimento da excelência do trabalho desenvolvido aqui em terras brasileiras.
Ao final, o Sinait denuncia o movimento patronal pela desconstrução de tudo o que foi feito até agora e alerta que a sociedade e os Auditores-Fiscais do Trabalho não aceitarão com passividade movimentos para sustar a NR 12 e negar as conquistas dos trabalhadores na luta para garantia da proteção à sua saúde e a sua vida. A entidade espera que o Ministério do Trabalho e Emprego defenda a aplicabilidade da Norma, que é um instrumento efetivo para a proteção dos trabalhadores, calcada em argumentos técnicos e já aplicados em outros países.
Clique aqui para ler o documento enviado ao ministro Manoel Dias.
Dirigentes do Sinait participaram de audiências com o Procurador Geral do Trabalho, Luiz Camargo, no dia 4 de dezembro, e com o Diretor do Departamento Trabalhista da Procuradoria Geral da União – PGU, Mário Luiz Guerreiro, no dia 5, para tratar de processo judicial relativo a uma ação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel Regional que constatou condições análogas à escravidão em uma fazenda produtora de maçã no Estado de Santa Catarina em 2010. Os diretores defenderam a manutenção dos autos de infração lavrados e entregaram às autoridades o Relatório de Inspeção e os demais documentos relativos ao caso.
A empresa produtora entrou com processo para anular os autos de infração na Justiça do Trabalho, ganhou a ação em primeira instância e a sentença foi confirmada pelo Tribunal Regional do Trabalho – TRT da 12ª Região. O processo chegou ao Tribunal Superior do Trabalho – TST após a Advocacia-Geral da União - AGU entrar com Agravo de Instrumento para que o TRT enfrente o teor de cada auto de infração, pois a sentença anulou os autos sem a análise de nenhum deles.
Nas audiências o vice-presidente do Sinait, Carlos Silva, alertou que a sentença é preocupante e que o caso não deveria ter sido levado a um processo judicial. De acordo com ele, a fiscalização constatou a condição análoga à escravidão e tem competência legal para proceder ao resgate, assim feito no curso da fiscalização.
Lílian Carlota fez um histórico da operação e reiterou que, durante a ação, não houve divergência entre ela e o procurador a respeito da caracterização das condições análogas à escravidão. O mesmo relato foi feito em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI que investigou, na Câmara dos Deputados, casos de trabalho escravo no Brasil este ano. Segundo ela, os trabalhadores foram encontrados em uma fazenda a 40 quilômetros do município de São Joaquim e relataram que não podiam sair, estavam sob a vigilância de capangas, a comida era ruim, o local sujo, eram maltratados e só receberiam salários após o fim da safra.
Luiz Camargo disse que o MPT é parceiro dos Auditores-Fiscais, que os procuradores são cientes das obrigações da Inspeção do Trabalho e que alguns problemas acontecem durante as operações, mas são resolvidos nos dois lados. Ele lamentou o ocorrido e informou que vai acompanhar o andamento do processo no TST. “A manifestação do MPT já foi feita, mas não impede de manter atenção”, afirmou.
Leia a íntegra matéria. Clique aqui.
Diretorias Executivas Locais – DEL e Conselhos Fiscais Locais – CFL do Sinait na Bahia, em rondônia e no Distrito Federal tomaram posse nos dias 6 e 12 de dezembro.
Em seu discurso de posse, o presidente da DS/BA, Wellington Maciel Paulo, destacou o comprometimento do Sinait com a luta pelos direitos da categoria. Também fazem parte da DS/BA os Auditores-Fiscais José Ivan Dantas Pugliese (diretor de Finanças); Amaurílio Gaião Peixoto de Alencar (diretor de Planejamento e Administração); Lucina Teixeira Veiga (diretora-adjunta) e Joatan Batista Gonçalves dos Reis (diretor-adjunto). O Conselho Fiscal Local tem em sua composição os titulares Noélia Alves Teixeira Sousa; Isbela Maria Figueira Canguçu e Morgana Quirino Costa Santos, além do suplente Eclésio Pinheiro de Matos.
Segundo o Delegado Sindical em Rondônia, Juscelino José Durgo Santos, a meta de trabalho da DS é dar maior visibilidade às ações da categoria no Estado, esclarecendo a população sobre as atividades e o papel da Auditoria- Fiscal do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, que é distinto do Ministério Público do Trabalho e da Justiça do Trabalho.
Fazem parte da diretoria da DS/RO os seguintes Auditores-Fiscais do Trabalho: Juscelino Jose Durgo dos Santos - Diretor Presidente; Arthur Marques Luz - Diretor Vice-Presidente; Sandra Ferreira Gonçalves - Diretora Financeira; Bianor Salles Cochi - Diretor Adjunto e Danilo Ernesto Félix - Diretor Adjunto. Eles cumprirão um mandato de dois anos, na gestão 2013/2015.
No DF, a Delegada Sindical Nilza Maria de Paula Pires, disse que conta com o apoio dos Auditores-Fiscais do Trabalho e aguarda sugestões neste primeiro momento. “É uma proposta embrionária, que começa agora, e estamos num período de estruturação e adaptação, por isso, esperamos o apoio da categoria”.
Tomaram posse pela Diretoria Executiva Local no Distrito Federal - DEL/DF: presidente, Nilza Maria de Paula Pires; vice-presidente, Maria Zélia Alves Caldas; diretor de Finanças, Elza Borba de Oliveira; diretor de Planejamento e Administração, Luiz Carlos Emanuely Osorio; diretor Adjunto, Silvanete Cândida Sena; diretor Adjunto, Shakti Prates Borella. Pelo Conselho Fiscal Local no Distrito Federal - CFL/DF tomaram posse Cícera Barbosa Souza, Altivaldo Barbosa Ribeiro e Gilson Santos Brandão. Eles cumprirão um mandato de dois anos, na gestão 2013/2015.
Três novas matérias da TV Sinait foram ao ar esta semana.
Uma entrevista com a presidente Rosa Jorge, no dia da solenidade de posse da Diretoria Executiva Nacional; o cordel apresentado pelo deputado federal Paulo Rubem Santiago na mesma solenidade; e uma matéria sobre os prêmios recebidos pelo Sindicato e pela TV estão disponíveis no site da entidade.
Cordel do deputado Paulo Rubem Santiago
A Auditora-Fiscal do Trabalho Marinalva Cardoso Dantas (RN), representando o Sinait, participou da atividade Roda de Conversa “Trabalho infantil: uma violação dos Direitos Humanos de crianças e adolescentes”, organizada pelo Fórum Nacional de Prevenção Erradicação do Trabalho Infantil – FNPETI, dentro da programação do Fórum Mundial de Direitos Humanos. Dois grupos foram convidados. Um, de uma comunidade próxima a Brasília, cujos participantes trouxeram um quarteto de adolescentes músicos, que cantaram canções atuais, inclusive uma que fala sobre o trabalho de um vendedor nas vias públicas, o que lembrou claramente o trabalho infantil no mercado informal. O segundo grupo foi de outra comunidade remanescente de quilombolas.
A provocação aos adolescentes foi feita por meio de perguntas como “Que tipo de trabalho você presencia sendo feito por crianças no seu dia a dia?” e “O que considera mais grave que seja provocado pelo trabalho infantil?”.
Os adolescentes falaram de uma série de atividades que podem ser vistas nas ruas e da questão das drogas. Alguns falaram que o traficante está todos os dias na porta das escolas oferecendo e até dando drogas para viciar as crianças.
Para Marinalva, tudo o que foi dito “reforça o batido discurso, do qual somos vítimas os Auditores-Fiscais do Trabalho que fiscalizamos o trabalho infantil, que é o seguinte: ‘É melhor estar trabalhando do que na rua, roubando e cheirando cola’. O discurso atual é mais forte e se tornou um apelo quase irresistível: ‘Você vai retirar ele do trabalho para ele cair nas mãos dos traficantes? É melhor trabalhar que cheirar crack’”.
Ela ainda expôs a preocupação sobre o papel da rede escolar. “O que mais vejo no momento atual são adolescentes analfabetos trabalhando e frequentando a escola sem aprender a ler, porque têm baixa frequência.”. A escola é obrigatória, mas ainda assim trabalham, numa tripla jornada - escola, Centro de Convivência e Fortalecimento de vínculos em outro turno e o terceiro é preenchido pelo trabalho, que embota o conhecimento.
Confira a matéria completa aqui.
Auditores-Fiscais do Trabalho da equipe Rural da SRTE/PR resgataram 14 trabalhadores em uma Fazenda de reflorestamento de Pinus, em Campina Grande do Sul, a 50 quilômetros da capital, Curitiba. Os trabalhadores foram flagrados aplicando agrotóxicos sem a utilização de EPIs, sem nenhum treinamento e utilizando roupas pessoais. Todos estavam sem registro na Carteira de Trabalho. Dos 14 trabalhadores resgatados, dez estavam alojados no interior da fazenda em casebre de madeira, sem instalações sanitárias e água potável, com beliches improvisados e utilizando colchões e roupas de camas precários e próprios.
A fiscalização trabalhista interditou a atividade de aplicação de agrotóxico, o depósito onde eram armazenados os produtos, e mais o alojamento em que os trabalhadores viviam. O resgate dos trabalhadores foi devido à caracterização de trabalho análogo ao de escravo pela condição degradante de trabalho.
De acordo com a Auditora-Fiscal que coordenou a operação, Luize Surkamp, o que surpreende é que esta situação foi encontrada a 50 quilômetros da capital. “A gente imagina que isso só acontece nos confins, mas na verdade está bem próximo de nós”.
Veja mais detalhes da operação aqui.
O Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego resgatou 96 trabalhadores em situação de trabalho análoga à de escravos em fiscalização realizada em duas fazendas dos municípios de Barroquinha e Granja, ambos no Ceará. A condição de trabalho escravo foi caracterizada em razão da situação degradante a que estavam submetidos os trabalhadores.
A equipe constatou um caso de aliciamento irregular de mão-de-obra, em que trabalhadores baianos foram arregimentados em Barreiras/BA e levados para trabalhar em carvoaria no município de Canindé/CE. Após esse flagrante de aliciamento, o Grupo Especial de Fiscalização Móvel se dirigiu para o litoral Oeste do Estado, onde constatou dois casos de trabalho análogo ao de escravos.
Os trabalhadores desenvolviam atividades relacionadas à produção do pó da carnaúba, nas mais variadas atividades, que iam do corte da palha à produção do pó, sem EPIs. A fiscalização verificou ainda que não havia registros em suas Carteiras de Trabalho. e que também não foram realizados exames médicos admissionais antes do início das atividades laborais. Eles bebiam água sem qualquer processo de filtragem, em copos coletivos e somente café preto era oferecido como café da manhã. A alimentação era produzida em trempes improvisadas de tijolos e em latas de querosene reutilizadas. Os alimentos fornecidos eram basicamente arroz com feijão no almoço e na janta, sem nenhuma mistura, com exceção do almoço das quintas-feiras, quando era fornecida carne de porco ou de frango.
Veja mais detalhes aqui.
Equipe de Auditores-Fiscais do Trabalho da Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Feira de Santana (BA) – GRTE encontrou e resgatou, no dia 4 de dezembro, quatro trabalhadores em condições de degradância. Eles trabalhavam no depósito da empresa Papa Materiais de Construções, operando máquinas e equipamentos como empilhadeiras, policorte, betoneira e trator ou realizando o corte de madeiras e ferro. Apesar das atividades perigosas, não usavam quaisquer Equipamentos de Proteção Individual, estavam de bermudas e sandálias, sem luvas.
A casa em que estavam alojados, segundo a Auditora-Fiscal do Trabalho Liane Durão, estava em “condição de degradância absoluta”. Os trabalhadores foram aliciados pela empresa em Terra Nova e Amargosa.
A fiscalização identificou claramente, pelo contexto vivenciado e pelos depoimentos dos trabalhadores, que eles estavam extremamente fragilizados emocional e psiquicamente pela situação descrita, uma vez que estavam vivendo em total falta de dignidade humana. Configurada a condição de degradância, os Auditores-Fiscais iniciaram os procedimentos administrativos para o resgate.
No dia seguinte, na sede da GRTE, foi feito o pagamento das verbas rescisórias, salários de novembro, incluindo o adiantamento do 13º Salário. No dia 6, o empregador comprovou o pagamento das despesas com hotel e alimentação dos trabalhadores e a compra das passagens para o retorno dos trabalhadores às suas cidades de origem. Eles deixaram Feira de Santana na manhã do dia 6.
Veja a matéria completa aqui.
A Repórter Brasil publicou matéria descrevendo em detalhes a situação de trabalhadores encontrados por Auditores-Fiscais do Trabalho e procuradores do Trabalho em outubro, no Rio de Janeiro. Foram resgatados 16 trabalhadores do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Maranhão, que trabalhavam para as construtoras Brookfield e Emccamp, em obras do programa “Minha Casa Minha Vida”, do governo federal.
As construtoras arcaram com o pagamento das verbas trabalhistas e salários atrasados, mas emitiram notas negando a responsabilidade sobre a contratação e a situação degradante em que os trabalhadores foram encontrados. Uma terceira empresa, a Construsilva, na visão das contratantes, é a verdadeira responsável pela condição análoga à escravidão que foi caracterizada pela ação fiscal.
Para os Auditores-Fiscais a terceirização praticada foi ilegal, contrariando a Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho – TST. A Construsilva, com situação precária, não tinha condições de arcar com as despesas de pessoal e atuou como mera intermediária de mão de obra.
Veja a matéria completa aqui.
A falta de servidores administrativos para atender cerca de 700 pescadores que procuravam a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Acre – SRTE/AC para requerer o Seguro-Desemprego para a época do defeso, foi motivo para uma manifestação dos trabalhadores na manhã do dia10 de dezembro, em frente ao prédio onde o órgão funciona.
O setor responsável pelo Seguro-Desemprego na SRTE/AC informou que tem capacidade para atender no máximo 40 pessoas por dia, em razão de falta de servidores. Para piorar, o sistema, muitas vezes, sai do ar e os servidores não têm autonomia para restabelecê-lo.
A revolta dos trabalhadores aconteceu depois que apenas 60 fichas de atendimento foram distribuídas. Porém, havia muito mais pessoas na fila à espera de fazer o cadastro para receber o Seguro-Desemprego.
Somente depois da interferência da Auditora-Fiscal do Trabalho Maria Bonfim de Oliveira, chefe do Setor de Inspeção do Trabalho da SRTE/AC, a situação se acalmou. Ela fez um acordo com os trabalhadores, para que 150 fichas fossem distribuídas ontem e mais 150 nesta quarta-feira. Depois da manifestação, uma servidora do Setor de Multas e Recursos foi deslocada para ajudar no atendimento.
No Acre há 19 Auditores-Fiscais do Trabalho, dos quais três estão cedidos para Brasília e apenas dez atuam na fiscalização externa. Não foi possível apurar o número de servidores administrativos, concursados e terceirizados.
Clique aqui para ler a matéria completa.
O Ministério do Trabalho e Emprego - MTE promoveu alterações na Norma Regulamentadora - NR 16, que trata de Atividades e Operações Perigosas. A Portaria nº 1.885 criou o Anexo 3 para esta NR. De acordo com a Coordenação de Normatização Técnica do MTE, o Anexo define as condições necessárias para que os trabalhadores sejam considerados profissionais de segurança pessoal ou patrimonial, bem como as atividades ou operações que expõem estes trabalhadores a roubos ou outras espécies de violência física, ensejando o pagamento do adicional de periculosidade.
São considerados profissionais de segurança pessoal ou patrimonial os trabalhadores que atendam a uma das seguintes condições: empregados das empresas prestadoras de serviço nas atividades de segurança privada ou que integrem serviço orgânico de segurança privada, devidamente registradas e autorizadas pelo Ministério da Justiça, conforme lei 7102/1983 e suas alterações posteriores.
O Diário Oficial da União – DOU de 11 de dezembro trouxe portarias que acrescentam dispositivos ou promovem alterações em seis Normas Regulamentadoras – NRs:
NR 7 - Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO;
NR 12 - Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos;
NR 22 - Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração;
NR 29 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário;
NR 31 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura; e
NR 34 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval.
Veja alteração na NR 16.
Confira alterações em outras NRs.
Matérias legislativas como a PEC 555/2006, o PLS 710/2011, o PL 5261/2013, entre outras, e a realização de uma conferência nacional para discutir temas que envolvem os direitos dos servidores serão as principais questões tratadas pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado – Fonacate em 2014. As pautas foram definidas na última reunião do Conselho Deliberativo do Fórum realizada no dia 10 de dezembro, em Brasília.
Carlos Silva se apresentou como o novo vice-presidente do Sinait e reafirmou o compromisso do Sindicato com as ações do Fórum. Foi acertado, durante a reunião, que o Sinait vai integrar a comissão técnica para organizar a conferência, junto com a ADPF e Afipea. Outra comissão foi formada para planejar a campanha institucional a ser desenvolvida pelo Fonacate em 2014. A Conferência ainda não tem data definida, mas há um indicativo para que seja organizada para maio de 2014.
Veja tudo o que foi discutido na reunião aqui.
A atuação da fiscalização trabalhista bem como a de juízes, promotores e demais servidores que atuam no combate ao trabalho escravo é destacada no livro "10 Anos de Conatrae", lançado no dia 11 de dezembro, no Fórum Mundial de Direitos Humanos, em Brasília.
A publicação traz entrevistas e depoimentos de Auditores-Fiscais do Trabalho como Ruth Beatriz Vasconcelos Vilela, Valderez Monte Moraes e Alexandre Lyra, entre outros, que atuaram e ainda atuam no combate a este crime.
Apesar de reconhecer que ao longo desses dez anos muitos mecanismos foram criados para combater o trabalho escravo, a ministra Maria do Rosário Nunes, entende que muito ainda precisa ser feito para transpor os obstáculos e garantir o cumprimento de todas as metas do Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo. A aprovação da PEC do Trabalho Escravo - PEC 57A de 1999 é uma dessas metas.
Durante o lançamento do livro, o coordenador da Conatrae, José Guerra, disse que um dos grandes feitos da Comissão foi a criação das Comissões Estaduais para Erradicação do Trabalho Escravo - Coetrae. Hoje o Brasil conta com 13 Coetraes e há duas para serem implantadas. “Podemos dizer que temos uma rede de combate ao trabalho escravo no país, e esta pauta o trabalho escravo sendo bem debatida poderemos erradicar esta prática no Brasil”.
Clique aqui e leia a matéria completa.
O autor do livro “Trabalho escravo no Brasil – História, legislação e Impunidade”, Mauro José do Nascimento Pitanga, lançado pela Editora “agBook” no dia 5 de dezembro, homenageia In memorian os Auditores-Fiscais do Trabalho Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, assassinados no episódio conhecido como “Chacina de Unaí”.
A obra trata de um tema cada vez mais recorrente no Brasil: o trabalho escravo contemporâneo no meio rural. “Todos os anos fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego, com a ajuda de outros órgãos, resgatam centenas de milhares de trabalhadores de seus locais de trabalho, devido às condições precárias em que esses labutam”, escreve Mauro Pitanga.
Veja mais detalhes aqui.