
Cerca de 200 pessoas participaram, no dia 28 de janeiro, do Ato Público organizado pelo Sinait em frente ao Supremo Tribunal Federal – STF, em Brasília, na Praça dos Três Poderes, para lembrar os dez anos da Chacina de Unaí e pedir que o julgamento dos cinco réus que ainda não foram julgados seja realizado em Belo Horizonte (MG). A Corte analisa um pedido de Habeas corpus impetrado pelos réus para o julgamento ser transferido para a Vara Federal de Unaí, onde têm grande influência política e econômica. O pedido vai contra uma decisão do Superior Tribunal de Justiça – STJ, de manter o júri em Belo Horizonte.
Estiveram presentes dezenas de Auditores-Fiscais do Trabalho de todo o país, diretores e Delegados Sindicais do Sinait, as viúvas dos Auditores-Fiscais assassinados, o ministro do Trabalho e Emprego Manoel Dias, o deputado estadual Durval Ângelo (PT/MG) – presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da MG e representantes de entidades que compõem a Comissão Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo – Conatrae e de demais organizações da sociedade civil.
Rosa Jorge, presidente do Sinait, lamentou todos estarem reunidos novamente, depois de dez anos, para pedir o julgamento dos acusados pela Chacina de Unaí. “É preciso que o julgamento aconteça rapidamente, pois a categoria, as famílias e a sociedade já esperaram demais”.
O ministro Manoel Dias pediu agilidade no julgamento para concluir o ciclo de punição dos responsáveis pelo crime. Ele também destacou a importância da Auditoria-Fiscal do Trabalho no combate ao trabalho escravo.
Durante o Ato Público foram soltos dez mil balões pretos, que simbolizaram, ainda e infelizmente, o luto, a impunidade dos assassinos, depois de uma década. Os presentes gritavam “Justiça! Julgamento Já!”.
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A presidente Rosa Jorge redigiu artigo que foi publicado no site da ONG Repórter Brasil. Intitulado “28 de janeiro, um dia para não esquecer”, o texto fala da Chacina de Unaí e da impunidade dos mandantes, do Dia do Auditor-Fiscal do Trabalho e do Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, que foram criados em homenagem aos Auditores-Fiscais do Trabalho e do motorista assassinados.
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Data que marcou a tragédia da Chacina de Unaí, 28 de janeiro é o Dia Nacional do Auditor-Fiscal do Trabalho. O Sinait cumprimenta os colegas em todo o país, ativos e aposentados, e reafirma seu compromisso de lutar por melhores condições de trabalho e por tantas outras demandas em andamento. Também não descansará enquanto todos os envolvidos no crime não forem julgados e condenados, dando fim a esta luta que já dura uma década.
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O Sinait divulga e adere a uma campanha proposta pela Comissão Pastoral da Terra, pela ONG Repórter Brasil e pela Walk Free pela aprovação imediata da Proposta de Emenda Constitucional – PEC 57A/1999, a PEC do Trabalho Escravo, sem qualquer alteração em seu texto.
A PEC prevê a expropriação de propriedade em que for flagrado o trabalho escravo. Atualmente a PEC está tramitando no Senado, depois de ter sido aprovada na Câmara dos Deputados. Porém, a Bancada Ruralista do Congresso insiste em negar a existência da escravidão tal como acontece hoje no Brasil.
Mudar isso depende do Congresso Nacional, mas depende também do envolvimento de cada cidadão, que pode participar da campanha aderindo a um Abaixo-assinado que começou a circular segunda-feira, 27 de janeiro.
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Confira, nos links abaixo, informações sobre as manifestações pela impunidade da Chacina de Unaí, pelo Dia Nacional do Auditor-Fiscal do Trabalho, Dia e Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo nos Estados. Convocada pelas Delegacias Sindicais do Sinait, a categoria também pediu melhores condições de trabalho e mais segurança durante as operações.
Bahia (https://www.sinait.org.br/?r=site/noticiaView&id=8852)
Ceará (https://www.sinait.org.br/?r=site/noticiaView&id=8862)
Maranhão (https://www.sinait.org.br/?r=site/noticiaView&id=8849)
Mato Grosso (https://www.sinait.org.br/?r=site/noticiaView&id=8876)
Minas Gerais (https://www.sinait.org.br/?r=site/noticiaView&id=8863)
Paraná (https://www.sinait.org.br/?r=site/noticiaView&id=8848)
Pernambuco (https://www.sinait.org.br/?r=site/noticiaView&id=8859)
Rondônia (https://www.sinait.org.br/?r=site/noticiaView&id=8861)
Pará (https://www.sinait.org.br/?r=site/noticiaView&id=8872)
Piauí (https://www.sinait.org.br/?r=site/noticiaView&id=8869)
Minas Gerais, palco da Chacina de Unaí, teve vários representantes no Ato Público organizado pelo Sinait. A AAFIT/MG foi representada no Ato Público por seu presidente, José Augusto de Paula Freitas. Também estiveram presentes o presidente da Delegacia Sindical do Sinait em Minas Gerais, Henrique Fiorentino, e o diretor da DS/MG Marcos Botelho.
Carlos Calazans, que era Delegado Regional do Trabalho em Minas Gerais em 2004, compareceu e fez uma retrospectiva do caso.
O deputado estadual Durval Ângelo (PT/MG), presidente da Comissão de Direitos Humanos - CDH da Assembleia Legislativa de Minas Gerais - ALMG, acompanha o caso e também participou do Ato Público do Sinait.
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Durante o evento de lançamento da campanha"Trabalho Escravo - Vamos Limpar essa Mancha da Nossa Sociedade", promovido pelo Ministério Público Federal - MPF, na tarde de 28 de janeiro, houve um momento de manifestação pelos dez anos da Chacina de Unaí. Quebrando o protocolo da solenidade, Carlos Calazans, que ocupava o cargo de Delegado Regional do Trabalho em Minas Gerais (hoje, Superintendente Regional do Trabalho e Emprego) na época do crime, chamou a atenção de todos para a data.
A presidente do Sinait, Rosa Maria Campos Jorge, e as viúvas dos Auditores-Fiscais mortos em Unaí também se manifestaram e foram aplaudidas pelos presentes. A manifestação foi um protesto contra a demora no julgamento dos acusados de serem os mandantes da chacina. “Entendemos que quem teme é porque deve. Dez anos é muito tempo e queremos que se faça Justiça”.
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Representantes do Sinait se reuniram no dia 28 de janeiro com os subprocuradores-gerais da República Raquel Dodge e Aurélio Veiga Rios, após o lançamento da campanha "Trabalho Escravo - Vamos Limpar essa Mancha da Nossa Sociedade", do Ministério Público Federal – MPF. O encontro teve a presença das viúvas dos Auditores-Fiscais do Trabalho assassinados na Chacina de Unaí.
O andamento do Caso Unaí foi o principal assunto da conversa diante da informação, recebida pelo Sinait, de que o ministro do Supremo Tribunal Federal – STF, Dias Toffoli, já preparou o seu voto para a decisão da 1ª Turma sobre o Habeas corpus impetrado por Norberto Mânica, acusado de ser mandante do crime, para que o julgamento seja realizado pela Vara Federal de Unaí e não pela 9ª Vara Federal em Belo Horizonte.
A presidente do Sinait, Rosa Maria Campos Jorge, pediu ajuda ao Ministério Público Federal – MPF, que é a parte acusatória no processo, para o caso da 1ª Turma decidir pela realização do júri em Unaí. Para ela, o julgamento precisa ser em BH por causa da influência econômica e política dos Mânicas na região.
Segundo Raquel Dodge, caso os acusados sejam favorecidos pela decisão da 1ª Turma, é possível recorrer ao Plenário do STF. Caso os ministros decidam pelo julgamento em BH, a defesa dos acusados também pode fazer o mesmo. “O pleno tem sido muito sensível às causas do MPF, especialmente àquelas ligadas à cidadania”.
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Os Delegados Sindicais do Sinait reuniram-se no dia 29 de janeiro, e elegeram a mesa diretora do Conselho de Delegados Sindicais, na sede do Sinait, em Brasília (DF). Duas chapas foram formadas e houve a votação, aberta e democrática. O presidente eleito é Sebastião Abreu, do Estado do Ceará, pela Chapa 1 - “Participação”, que recebeu 17 votos.
De acordo com a presidente do Sinait, Rosa Jorge, a eleição cumpre o artigo 31 do Estatuto do Sinait. “É uma ação democrática fortalecida pelo compromisso e a participação séria de todos que estão aqui presentes”. O presidente eleito do CDS, Sebastião Abreu, acredita que o Sindicato passa por um momento histórico e a eleição democrática, com voto aberto, é mais um avanço, em resposta à atuação marcante da categoria.
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A reunião do Conselho de Delegados Sindicais - CDS do Sinait contou no dia 29 de janeiro, com a presença do presidente do Sindifisco Nacional, Cláudio Damasceno, que falou sobre medidas que já estão sendo tomadas em conjunto com o Sinait, a Anfip, e Unafisco Associação Nacional para a campanha salarial de 2014 e início das negociações com o governo.
Segundo o presidente, as carreiras do fisco vão cobrar a pauta mínima conjunta e que ele acredita que é o melhor caminho para ir até o governo na iminência das eleições e que já enviou pedido de audiência com secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).
A presidente do Sinait, Rosa Maria Campos Jorge, informou que as duas entidades participarão do movimento dos servidores públicos que acontecerá na próxima semana para apresentar a pauta única dos servidores públicos em geral. “Acompanharemos esse trabalho também”, disse Rosa.
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Tomou posse a primeira diretoria da Delegacia Sindical de Minas Gerais, no dia 23 de janeiro, na sede da Associação dos Auditores-Fiscais do Trabalho de Minas Gerais – AAFIT/MG, em Belo Horizonte (MG). O delegado sindical é Henrique Fiorentino. Para ele, o novo modelo representativo da organização sindical é uma forma de arregimentar mais participação da categoria. Além disso, “temos o objetivo de atender às necessidades e demandas dos Auditores-Fiscais de uma maneira mais efetiva nesta nova estrutura”.
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Força-tarefa estadual interditou setores de um frigorífico em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, e lavrou 30 autos de infração. A operação é a primeira da área em 2014 e teve o objetivo de averiguar a adequação da empresa à Norma Regulamentadora - NR 36, que trata da Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes e Derivados.
Durante a ação fiscal, os Auditores-Fiscais identificaram riscos graves e iminentes à segurança dos operários nos setores de descarregamento de frango e da fábrica de gelo. Nestes locais, não houve a observância das NRs 33 – de Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados – e 35 – de Trabalho em Altura. No setor de miúdos, o destaque foi para a falta do dispositivo de segurança para a parada de máquina em caso de emergência.
Para o Auditor-Fiscal do Trabalho Diego Marcel Alfaro, da Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Passo Fundo - GRTE, os problemas encontrados neste início de ano devem diminuir. Segundo ele, a ideia é, a partir de 2014, intensificar as ações fiscais em frigoríficos, abatedouros, matadouros e afins. “Vamos fiscalizar e observar a adequação das empresas frente às novas exigências de segurança da NR 36, específica do setor de frigoríficos”.
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O Sinait, representado pela Auditora-Fiscal do Trabalho Jacqueline Carrijo (GO), participou de reunião do Fórum Nacional em Defesa da Lei 12.619/2012 – FNDL, em Curitiba (PR), no dia 22 de janeiro, na sede da Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná (FETROPAR), em Curitiba-PR. A Lei é conhecida como a Lei dos Motoristas e trata de regras para o transporte de carga e de passageiros, com a finalidade de promover a segurança de motoristas e usuários.
O Fórum, criado no final de 2013, se articula para barrar as tentativas de revogação da lei e supressão dos direitos conquistados. O Sinait acompanha e participa das discussões, ciente de que o mais importante é a preservação da vida dos trabalhadores. O setor de transporte é um dos que mais matam trabalhadores no país. Quase sempre, um acidente é sinônimo de morte e as perdas familiares são irreparáveis.
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Um operário de 26 anos morreu após cair de uma plataforma sobre uma lagoa no canteiro de obras do Rodoanel no dia 16 de janeiro, em Itaquaquecetuba (SP). Segundo o Auditor-Fiscal do Trabalho José Luiz Lázaro, o operário foi atingido pelo tubo de borracha que conduz o concreto até a laje, caiu batendo com a cabeça e em seguida rolou para dentro de um lago de aproximadamente 40 metros de profundidade.
O Auditor-Fiscal José Lázaro lavrou Termo de Notificação para que no prazo de três dias a empregadora adequasse uma passarela provisória e dimensionasse a escada de uso coletivo de forma compatível com o fluxo de trabalhadores.
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Uma empresa de fornecimento de energia foi condenada pela 8ª Vara do Trabalho de Macapá por não ter recolhido o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS dos trabalhadores com vínculo empregatício. Auditores-Fiscais do Trabalho que atuam no Amapá constataram a irregularidade que deu origem à ação civil pública. A empresa possui 1.500 empregados que foram prejudicados com a irregularidade.
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A Justiça Federal em Minas Gerais condenou a empresa Votorantim Metais e Zinco a pagar valor superior a R$ 500 mil gastos pelo Instituto Nacional de Seguro Social – INSS com trabalhador que lesionou a coluna em acidente.
A ação foi fundamentada no laudo dos Auditores-Fiscais do Trabalho, o que subsidiou a Advocacia-Geral da União - AGU para alegar que houve falta de verificação das condições de estabilidade do teto e desrespeito a normas trabalhistas sobre segurança na atividade de mineração.
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