Os dez anos da Chacina de Unaí e a impunidade dos mandantes do crime foram lembrados pelos Auditores-Fiscais do Trabalho do Pará. Em Belém, na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE/PA, no andar térreo, onde é feito o atendimento ao público, a Delegacia Sindical do Sinait – DS/PA organizou um Ato Público na manhã do dia 28 de janeiro.
Os Auditores-Fiscais paralisaram suas atividades de atendimento aos trabalhadores por uma hora para protestar contra a demora da Justiça em punir os responsáveis pela Chacina. No salão lotado, eles distribuíram panfletos alusivos à data e também ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo e conversaram com os trabalhadores.
Uma faixa foi colocada em frente à SRTE/PA, que fica região central da cidade. Raimundo Barbosa, integrante de equipes do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, que faz o combate ao trabalho escravo no país, lembrou aos trabalhadores a tragédia e a impunidade dos mandantes. Os Auditores-Fiscais pedem o julgamento já e que seja realizado em Belo Horizonte (MG).
O crime tirou a vida de três Auditores-Fiscais do Trabalho – Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva – e do motorista Ailton Pereira de Oliveira no dia 28 de janeiro de 2004. Embora eles não estivessem em Unaí para fiscalizar denúncias de trabalho escravo, o dia foi instituído em homenagem a eles, assim como o Dia do Auditor-Fiscal do Trabalho, comemorado na mesma data.