DS/BA e Safiteba protestam contra impunidade de mandantes da Chacina de Unaí e pedem melhores condições de trabalho


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
28/01/2014



Com faixas e paralisação do trânsito na Avenida Sete, em Salvador, os Auditores-Fiscais do Trabalho da Bahia disseram não à impunidade dos mandantes da Chacina de Unaí e cobraram melhores condições de trabalho numa manifestação realizada em frente à sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego - SRTE/BA. Organizado pela Delegacia Regional – DS/BA do Sinait e pelo Sindicato dos Auditores Fiscais do Trabalho no Estado da Bahia - Safiteba, o ato marcou o Dia do Auditor-Fiscal do Trabalho e lembrou os dez anos da Chacina do Unaí, em Minas Gerais, quando quatro servidores foram assassinados durante uma fiscalização em fazendas da região. 


Em seu pronunciamento, o presidente da Delegacia Regional do Sinait, Wellington Maciel, pediu justiça para o caso e lembrou que o clima de insegurança acompanha os servidores de todo país no desempenho de suas funções diárias. “O trabalho escravo e análogo, infelizmente, ainda é uma realidade em nosso país, inclusive na Bahia, onde situações de risco e ameaças são vividas constantemente pela categoria. Precisamos de melhores condições de trabalho para exercer nossas funções com segurança, resgatando a dignidade  dos trabalhadores brasileiros”, afirmou.


A superintendente da SRTE/BA, a Auditora-Fiscal do Trabalho Isa Simões, ressaltou que a impunidade da Chacina de Unaí pode abrir precedente para novos casos de violência contra a categoria. Ela denunciou que, recentemente, quatro Auditores-Fiscais deixaram a cidade de Barreiras após sofrerem ameaças anônimas durante o trabalho de fiscalização para apuração de denúncias sobre trabalho escravo na zona rural. “Defender os interesses do trabalhador é a nossa missão. Se não houver punição para os assassinos da Chacina de Unaí, outros crimes acontecerão”, pontuou. 


Condições de trabalho


Mais segurança nas fiscalizações e melhorias nas condições de trabalho também foram cobradas durante a manifestação. A vice-presidente da DS/BA, Larissa Moreira, lembrou que existe um número insuficiente de Auditores-Fiscais do Trabalho na Bahia. Atualmente são cerca de 150 para atender toda a demanda dos trabalhadores da capital e interior do estado. O número de policiais federais para acompanhá-los em determinadas operações que representem riscos à segurança da categoria, principalmente na fiscalização rural, também é insuficiente. 


Ela ressaltou ainda que a sede da SRTE/BA está sucateada, com aparelhos de ar condicionado e elevadores quebrados. Além disso, não existem salas para os Auditores-Fiscais fazerem atendimento ao público. “Sentamos em qualquer lugar. Fazemos revezamento com os colegas porque não temos um local específico. Isso tira a privacidade do atendimento, que, na maioria das vezes, são denúncias", relatou.


 Com informações da DS/BA e do Safiteba.


 

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