204 empregadores em 22 Estados figuram na relação ao submeter trabalhadores a condições degradantes
Por Andrea Bochi
Edição: Nilza Murari
Um dos últimos atos do extinto Ministério do Trabalho foi a atualização da Lista Suja - Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores e trabalhadoras a condições análogas à de escravidão, no início deste mês. A relação foi divulgada no dia 4 de janeiro e trouxe parte do cenário da escravidão no Brasil em números.
Nesta última versão estão incluídas áreas rurais e urbanas onde foram flagrados trabalhadores em situações degradantes, com jornadas exaustivas e servidão por dívida. Em 15 páginas, a Lista relaciona 204 empregadores e empresas autuados em 22 das 27 unidades da Federação. As últimas inclusões foram feitas em outubro de 2018.
Minas Gerais é o Estado com maior número de casos, 55 no total, registrados pelos Auditores-Fiscais do Trabalho durante operações de resgate. O Pará, um Estado que, além de ter muitos casos, também exporta mão de obra escrava, vem logo em seguida, com 27. No total, 2.463 trabalhadores foram resgatados, de acordo com a Lista, que mantém os empregadores por um período de dois anos, durante o qual os Auditores-Fiscais do Trabalho realizam monitoramento para verificarem a regularidade das condições de trabalho.
De acordo com a Portaria interministerial nº 4, em seu parágrafo 5º, a atualização do Cadastro e sua divulgação podem “ocorrer a qualquer tempo, não podendo tal providência, entretanto, ocorrer em periodicidade superior a seis meses”. A publicação anterior é de outubro de 2018.
Confira aqui a Lista atualizada em 4 de janeiro.