Por Nilza Murari
A Diretoria Executiva Nacional – DEN do SINAIT esteve reunida em Brasília nos dias 10 e 11 de dezembro para o último encontro do ano de 2018. Na pauta, a análise de conjuntura diante das notícias que têm sido veiculadas a respeito do futuro do Ministério do Trabalho e da Auditoria-Fiscal do Trabalho na configuração do novo governo que se inicia em 1º de janeiro de 2019 e as próximas atividades do Sindicato.
Carlos Silva e Rosa Jorge, respectivamente o presidente e a vice-presidente do Sindicato, passaram informes das articulações que têm sido feitas junto a integrantes da equipe de transição do governo, com parlamentares e outras autoridades. As ações se desenvolvem de forma discreta, como recomenda o atual momento, porém, intensas. Ressaltaram que tudo tem sido feito para que o posicionamento da Fiscalização do Trabalho seja o melhor, para a proteção e o fortalecimento dos Auditores-Fiscais do Trabalho, preservando suas atribuições, de acordo com sua importância estratégica para o conjunto do Estado brasileiro e para a população.
Também foram discutidos encaminhamentos sobre atividades do Sindicato Nacional. Entre elas, a Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, englobando o dia 28 de janeiro, que é emblemático para a categoria, em razão da Chacina de Unaí. Em 2019 completar-se-ão 15 anos do assassinato dos Auditores-Fiscais do Trabalho Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e do motorista Ailton Pereira de Oliveira. Em homenagem a eles, a data foi instituída como o Dia do Auditor-Fiscal do Trabalho.
Haverá atividades em Brasília no dia 28 e nos Estados ao longo da semana. O SINAIT e as Delegacias Sindicais em todo o País vão cobrar, mais uma vez, a aplicação da Justiça para os mandantes e intermediários da Chacina de Unaí. O Sindicato não se conforma com o retrocesso promovido pelo Tribunal Regional Federal – TRF da 1ª Região no dia 19 de novembro. Em análise dos recursos dos condenados em primeira instância, foi anulado o julgamento de Antério Mânica e foram reduzidas as penas de Norberto Mânica, Hugo Alves Pimenta e José Alberto de Castro. Por isso, os protestos serão ainda mais fortes. As informações sobre os detalhes das atividades serão passados nas primeiras semanas de janeiro.