Por Andrea Bochi
Edição: Nilza Murari
O presidente do Sinait, Carlos Silva, e a vice-presidente Rosa Jorge foram recebidos na tarde desta quarta-feira, 4 de outubro, pelos procuradores Wellington Bonfim e Bruno Acioli, do Ministério Público Federal - MPF, em Brasília. Os dirigentes do Sinait pediram o acompanhamento célere dos recursos apresentados pelos condenados pela Chacina de Unaí, que tramitam no Tribunal Regional Federal da 1ª Região – TRF1.
Carlos Silva disse que o Sinait não deixará cair no esquecimento o grave episódio e deixar que os mandantes continuem impunes, apesar de condenados com penas próximas a 100 anos. “Neste mês de outubro, mais precisamente no próximo dia 6, completam-se cinco mil dias da Chacina que chocou o país”. No crime, quatro servidores públicos foram mortos com tiros à queima roupa durante ação de fiscalização em fazendas da área rural do município de Unaí (MG).
Rosa Jorge lamentou os vários recursos que são permitidos pela legislação, dos quais os advogados de defesa sempre se utilizam e que permitem condenados por crimes como o de Unaí manterem-se impunes depois de emblemático julgamento com sentenças tão altas e justas.
O MPF apresentou requerimento no dia 29 de agosto para que fossem reunidos os processos dos quatro condenados para que sejam julgados em conjunto evitando, desta forma, julgamento contraditório. De acordo com os procuradores, o MPF já apresentou pareceres sobre os processos. Para os procuradores, é muito importante a pressão exercida pelo Sindicato. “Temos o compromisso com vocês de priorizarmos e tomarmos as providências visando a agilização do julgamento dos recursos dentro da nossa alçada de competências”, afirmou Bruno Acioli.
Carlos Silva e Rosa Jorge falaram do sentimento de revolta e angústia dos Auditores-Fiscais do Trabalho e das famílias com a impunidade dos mandantes e intermediários do crime.