AC: Maior incidência de trabalho infantil está concentrada em 13 municípios


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
15/06/2016



As maiores taxas de trabalho infantil do Acre estão concentradas em 13 municípios. Entre estes, oito foram eleitos pelo governo federal como prioritários: Cruzeiro do Sul, Feijó, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Rio Branco, Rodrigues Alves, Sena Madureira e Tarauacá. As áreas que mais concentram esse trabalho são agricultura familiar, lavoura e atividades domésticas.


Os dados foram apresentados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (SEDS), em Rio Branco, durante ato público promovido na segunda-feira (13), alusivo ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, lembrado em 12 de junho. O ato foi realizado pelo Ministério do Trabalho, governo do Estado e Prefeitura de Rio Branco.


Na ocasião, os participantes do evento destacaram que as ações de erradicação do trabalho infantil no Estado do Acre são realizadas por diversas instituições, e como no restante do país também pelos Auditores-Fiscais do Trabalho.


A Auditora-Fiscal do Trabalho Isabella Assunção disse que diante de denúncias de trabalho infantil, a fiscalização faz o afastamento imediato da criança do local de trabalho e a encaminha para a rede de assistencial social. O empregador também é chamado para fazer a rescisão e pagar os direitos trabalhistas da criança.


No caso de menores de 16 anos, quando o empregador não tem condições de contratá-los como menor aprendiz, a fiscalização também faz a rescisão com o pagamento de todos os encargos trabalhistas. Os mesmos procedimentos valem para o trabalho infantil em economia familiar.


Durante todo o ano, as instituições envolvidas na causa trabalham com ações continuadas, sobretudo em relação à prevenção.


“Precisamos continuar unidos em favor de políticas públicas que ajudem na estruturação econômica das famílias e mantenham as crianças longe do trabalho. Temos que convencer as famílias que o mais importante é cuidar da educação da criança para evitar que no futuro ela se torne um trabalhador sem mão de obra qualificada, pela falta de estudo, e uma potencial vítima do trabalho escravo ou degradante”, avaliou Isabella Assunção.


Com informações de ORB (oriobranco.net)

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