Com o tema "Não ao trabalho infantil na cadeia produtiva", idealizado pelo Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), o Amazonas lançou, no dia 10 de junho, uma campanha de combate ao trabalho infantil na capital Manaus e ainda em 61 municípios do interior do estado com o foco na comunidade escolar. O lançamento foi para marcar a data 12 de junho Dia Mundial e Nacional Contra o Trabalho Infantil.
No Amazonas, a campanha visa atingir crianças e adolescentes demonstrando os perigos e as perdas que podem sofrer com o trabalho infantil. As situações de vulnerabilidade serão demonstradas por meio de palestras, dramatizações, oficinas e exposições de trabalhos realizados pelos alunos abordando a temática. Pretendendo envolver dessa forma toda a comunidade escolar e a sociedade em geral.
Já que a campanha pretende enfatizar que uma educação de qualidade para crianças e adolescentes de baixa renda representa uma oportunidade de crescimento e também uma forma de erradicar o problema.
As atividades promovidas na capital e no interior, nesta primeira semana, contaram com a participação de auditores-fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Amazonas (SRTE/AM), das gerências e das agências. Além disso, a programação promoveu ainda uma videoconferência direcionada aos segmentos das redes de ensino e aos servidores públicos.
Trabalho infantil - Um levantamento realizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostrou que de janeiro a junho de 2016 houve média mensal de 30 registros de menores de 17 anos em situação de trabalho. Uma pesquisa realizada pela Fundação Abrinq em abril deste ano, apontou que há 3,3 milhões de crianças e adolescentes em situação de trabalho em todo o Brasil. A idade com maior índice é entre oito e 12 anos. Os fatores detectados foram insuficiência econômica e vulnerabilidade social.
De acordo com o levantamento, feiras, comércios e áreas portuárias são locais no quais comumente crianças e adolescentes são encontradas carregando sacolas, levando carrinhos de compras ou ajudando nas vendas de produtos. Essas condições observam-se uma aceitação ao trabalho infantil pela sociedade, o que representa um dos empecilhos ao combate à prática.
A ação foi realizada com apoio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) e em parceria com a SRTE/AM, o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Fórum Estadual do Direito da Criança e do Adolescente (Fedca) e demais instituições.
Com informações do G1 Amazonas.