Auditores-Fiscais discutem a intersetorialidade no combate ao Trabalho Infantil em Maceió


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
10/06/2016



Auditores-fiscais do Trabalho participaram, na tarde desta quinta-feira, 9 de junho, no auditório do Senai, do seminário “O trabalho infantil nas cadeias produtivas de Maceió", que foi promovido pela coordenação do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI. Na ocasião, as Auditoras-Fiscais, Dulciane Alencar e Railene Gomes fizeram parte de mesa redonda sobre a intersetorialidade no combate a essa prática, que hoje alcança o número alarmante de 4.595 crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, só em Maceió, de acordo com o censo do IBGE.  


“Nossa participação foi específica nas atividades desenvolvidas nas duas frentes. Na frente formal, combatendo nas empresas e em locais regularizados que se utilizam do trabalho infantil e na informalidade, exercendo nosso papel no convencimento e punição”, disse Dulciane Alencar. Segundo a Auditora-Fiscal, um exemplo de cadeia produtiva que explora o trabalho infantil é a do sururu. As famílias de marisqueiras pescam e as crianças e adolescentes deixam de ir para a escola, para ajudar na limpeza e venda do produto. “Quem adquire não sabe que ali tem trabalho infantil. Essa discussão é muito importante porque temos feito ações efetivas integradas com outros órgãos”, ressaltou a Auditora-Fiscal.


A discussão do trabalho infantil nas cadeias produtivas é uma orientação nacional, do Fórum Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Maceió está em consonância com essa temática. A coordenadora do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – Peti, em Maceió, Lidiane Guedes, reforça a importância de refletir e buscar saídas para reduzir essa exploração com crianças e adolescentes nas cadeiras produtivas.


“As cadeias do turismo, da agricultura e do marisco, são as principais cadeias que precisam ser fiscalizadas”.  Para a coordenadora, os avanços fazem parte de um processo, por isso, a busca da intersetorialidade é fundamental para que sejam discutidas ações conjuntas entre os órgãos e instituições competentes.  “Esta, não é  uma questão apenas da assistência social mas, sobretudo, devemos lutar por políticas públicas de qualidade e integrais, de proteção à criança e ao adolescente. Juntos, estamos trabalhando na conscientização da sociedade e na oferta de serviços”, pontua Lidiane.


Com informações da Ascom/SRTE-AL.

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