O dirigente sindical trouxe seu apoio à convocação de mais Auditores-Fiscais do Trabalho e às demais pautas em defesa dos trabalhadores
O presidente do SINAIT, Bob Machado, recebeu o diretor da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Márcio Ayer, na sede do SINAIT, na manhã desta quarta-feira, 25 de março. O dirigente sindical também é presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro. A visita estreita às relações entre as entidades em defesa dos Auditores-Fiscais do Trabalho e dos trabalhadores. O diretor do SINAIT, José Fontoura Pastoriza, e integrante do Conselho Fiscal Nacional do SINAIT, Alex Myller, também participaram do encontro.
Ayer disse que veio trazer o seu apoio em defesa da convocação de mais Auditores-Fiscais do Trabalho. “Podem contar com o nosso apoio, os Auditores-Fiscais do Trabalho são essenciais para fiscalizar as relações de trabalho, especialmente quando se trata da escala 6X1, pela qual estamos lutando”, reforçou.
Bob Machado informou que o SINAIT está na luta pela convocação do cadastro reserva e agradeceu o apoio. “A luta do SINAIT pela convocação do cadastro reserva tem sido constante. O apoio de vocês traz mais força para atingirmos este objetivo”, disse.
Machado disse ainda que o SINAIT atua no Congresso Nacional em defesa dos projetos que tratam da regulamentação dos trabalhadores por aplicativo e do fim da escala 6x1.
A redução da jornada máxima semanal no país como estratégia para melhorar a saúde mental, o tempo de convívio familiar e a eficiência dos trabalhadores brasileiros foi debatida nesta terça-feira, 24 de março, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados.
Na avaliação dos sindicatos, no “mundo ideal”, a redução seria das atuais 44 horas por semana para 36 horas. Mas, de maneira unânime, afirmaram que apoiam a proposta defendida na semana passada na Comissão de Trabalho (CTRAB) pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho: 40 horas semanais, com duas folgas e sem perda salarial.
Durante a audiência na CCJC, Márcio Ayer apresentou dados do "Atlas Comentado da Escala 6x1", revelando que mais de 50% dos trabalhadores sofrem pressão ou assédio e 33% gastam mais de uma hora e meia diária apenas no trânsito. Para Ayer, essa escala não organiza apenas o emprego, mas "a vida inteira do trabalhador", retirando dele o convívio social e a saúde.
Disse ainda que “a escala 6x1 não é neutra, ela organiza a desigualdade no país. É o tempo como eixo da exploração. Quando cruzamos baixo salário, jornada extensa e deslocamento, o resultado é claro: o trabalhador não trabalha seis dias, ele vive em função do trabalho todos os dias”, declarou.
Marcha
Ayer disse que as Centrais Sindicais estão se organizando para virem à Brasília, para a Marcha da Classe Trabalhadora, no dia 15 de abril. O Sindicato dos Comerciários trará dois ônibus com manifestantes. “Essa é a hora para demonstrarmos nossa força”, avaliou.
A mobilização nacional reunirá servidores públicos federais, estaduais e municipais, e trabalhadores da iniciativa privada. A concentração será a partir das 8h, em frente ao Museu Nacional.
Para Bob Machado “é muito importante as centrais se unirem neste esforço. Que a gente consiga alguma melhoria para os trabalhadores”, finalizou.
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