GO: Auditoria-Fiscal do Trabalho interdita grande hospital público


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
15/10/2018



O Hugo, uma das principais unidades de saúde do Estado, segue proibido de receber pacientes desde 11 de outubro, por falta de remédios e insumos básicos


Por Dâmares Vaz, com informações da SRT/GO, do MPF e do G1


Edição: Nilza Murari


Um dos principais hospitais de Goiás, o Hospital de Urgência de Goiânia – Hugo foi interditado pela Auditoria-Fiscal do Trabalho na quinta-feira, 11 de outubro, por não ter condições de prestar assistência básica em saúde, com riscos de segurança para trabalhadores e novos pacientes. Entre outras irregularidades, o desabastecimento de medicamentos e insumos básicos, como analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos, agulhas, seringas e luvas. Acompanharam a ação o Conselho Regional de Enfermagem de Goiás – Coren/GO e o Conselho Regional de Farmácia de Goiás – CRF/GO.


Logo na manhã da quinta-feira, a Auditora-Fiscal do Trabalho Jacqueline Carrijo entregou em mãos à organização social Gerir documento que proibiu a admissão de novos pacientes. A interdição passou a valer às 19 horas. “A Secretaria Estadual de Saúde não tem feito os repasses necessários ao hospital e faltam vários itens importantes. Hoje o que tem de medicamentos na unidade não permite a entrada de novos pacientes”, afirmou Carrijo.


A ação da Fiscalização do Trabalho durou 17 dias, motivada por denúncias de funcionários do hospital, que apontavam a grave situação de risco para os trabalhadores e pacientes em razão da falta de medicamentos e insumos. Durante todo o tempo da averiguação, in loco, de acordo com os Auditores do Trabalho, não foi feito reabastecimento dos insumos.


Os pacientes já internados terão continuidade no tratamento na própria unidade. A regulação da Secretaria de Estado da Saúde deverá garantir e organizar a retaguarda de leitos para o atendimento das novas demandas. Os novos pacientes deverão ser encaminhados a outras unidades que compõem a rede de urgências, pública e conveniada ao Sistema Único de Saúde – SUS.


Ação Civil


O Ministério Público Federal – MPF ajuizou ação civil pública, com pedido de liminar, para que a Justiça Federal bloqueie cerca de R$ 28 milhões dos cofres do Estado para quitação de despesas já empenhadas do Hugo. Será apurada ainda a responsabilidade pelo desabastecimento, por meio de Procedimento Preparatório do MPF para apurar eventuais ações ou omissões ilícitas por parte da União e do Estado de Goiás. A apuração diz respeito à falta de medicamentos e de insumos e atraso no pagamento de prestadores de serviços, em razão do não repasse de recursos às organizações sociais que administram as seguintes unidades de saúde – Credeq, Crer, HDS, Hugol, Huana, Fidi, Heeli, Heja, Hurso, HGG, HMI, Huapa, MNSL, Hutrin, Ceap/Sol e HDT.​

Categorias


Versão para impressão




Assine nossa lista de transmissão para receber notícias de interesse da categoria.