Os integrantes do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais - Fonasefe, que o Sinait participa, e das Centrais Sindicais reuniram-se nesta quarta-feira, 7 de junho, com o objetivo de estabelecer metas e ideias na construção de uma nova greve geral para o dia 30 de junho. A ideia é pressionar o governo federal e protestar contra as reformas da Previdência - PEC 287/2016, Trabalhista - PL 6.787/2016 e a lei da terceirização. A reunião contou com a participação do diretor de Assuntos Jurídicos do Sinait, Marco Aurélio Gonsalves, na sede do Andes-SN em Brasília (DF).
A ideia das entidades na organização da greve geral é estabelecer um calendário de lutas para este mês, com mobilizações nos aeroportos, assembleias das categorias, reuniões, atos nos Estados e locais de trabalho e um dia de mobilização nacional no dia 20 de junho, denominado “Esquenta da Greve Geral”.
Marco Aurélio disse, durante a reunião, que o Sinait se encontra em estado de mobilização em razão da campanha salarial da categoria, que continua em curso. Além disso, explicou que a entidade participa, desde o ano passado, de audiências públicas, seminários, reuniões, sempre destacando os problemas das duas reformas e da terceirização que retiram direitos dos trabalhadores.
Segundo o diretor do Sinait, as propostas são perigosas e atingem indistintamente servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada. “Precisamos intensificar as reuniões e as pessoas precisam ficar conscientes que todos serão prejudicados neste processo”.
Greve geral
A última greve geral ocorreu no dia 28 de abril e mobilizou cerca de 40 milhões de trabalhadores, que paralisaram nacionalmente setores importantes, como transporte, educação e bancos. A expectativa é que a greve do dia 30 de junho seja ainda maior, em virtude do acúmulo de mobilizações, como a vitoriosa ocupação de Brasília no dia 24 de maio, que reuniu cerca de 150 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios.