Auditores-Fiscais do Trabalho de Alagoas suspenderam o atendimento ao público, por tempo indeterminado, a partir de sexta-feira, 14 de outubro, na sede da Superintendência Regional do Estado - SRTE/AL, na capital Maceió. A medida visa cumprir as orientações do Sinait e do Comando Nacional de Mobilização - CNM pelo acirramento do movimento grevista. Os argumentos foram colocados pela Auditora-Fiscal do Trabalho Kênia Propodoski, em entrevista à TV MAR, do Grupo Arnon de Mello.
De acordo com a representante da Delegacia Sindical do Sinait em Alagoas - DS/AL, Kênia Propodoski, a categoria aderiu à paralisação por falta de condições e estrutura de trabalho, além do descumprimento dos acordos firmados. “O período de negociação foi longo e até o momento o governo não honrou com o acordo. Precisamos garantir os nossos direitos e a luta é o único caminho”.
Ela disse que a principal causa da retomada da paralisação, a partir do dia 2 de agosto - visto que em 2015 também foi decretada greve – é o não cumprimento dos acordos firmados referentes à pauta remuneratória e à não remuneratória. “O melhoramento das estruturas e condições dignas de trabalho não foram cumpridos, além da reposição salarial com base em índices da inflação que também não foi efetuada”.
Kênia explicou que a categoria quer exercer sua função com qualidade, no atendimento à sociedade, mas, para isso, é necessário ter suporte. “Nós servidores estranhamos a falta de preocupação e a deterioração estrutural que a Auditoria-Fiscal do Trabalho se encontra para receber o empregado. Isso tem que mudar, precisamos de apoio”.
Ela enfatizou ainda que a missão da categoria é proteger o empregado de excessos laborais que provocam adoecimento e acidentes de trabalho. Para isso, segundo ela, “é necessário pessoal, infraestrutura para a realização das fiscalizações e de atendimento do público”.
Alagoas conta com 26 Auditores-Fiscais do Trabalho para realizar todo o serviço de fiscalização, atendimento ao público e combate ao trabalho escravo e infantil, dentre outras demandas. "Esse número representa um quantitativo baixo para dar conta de todo o estado. Precisamos do aumento de efetivo e isso só é possível por meio de concurso público", disse Kênia.
Veja matéria publicada no Jornal Tribuna Hoje, de 15 de outubro.