Empresa corrige irregularidades em 24 horas
Auditores-Fiscais do Trabalho interditaram no último dia 5, parte da produção da Marcopolo, fabricante de ônibus de Caxias do Sul. A operação de fiscalização iniciada no final do mês passado, na fábrica de Ana Rech, apontou risco de queda para trabalhadores na montagem dos ônibus.
Apesar das graves irregularidades, que colocavam em risco a vida de mais de cem trabalhadores e que causaram 14 acidentes, a correção dos problemas levou poucas horas e a empresa poderia ter evitado a interdição.
As irregularidades
Durante a fiscalização, os Auditores-Fiscais do Trabalho constataram que soldadores e outros empregados envolvidos no processo de fabricação dos "casulos" frequentemente precisavam acessar pontos elevados das estruturas, a mais de dois metros de altura. Segundo a equipe de fiscalização, 14 acidentes foram registrados no setor de janeiro a junho deste ano, incluindo queda de pessoas e de materiais sobre trabalhadores. O elevado número de acidentes chamou a atenção dos Auditores-Fiscais, culminando na interdição da parte crítica da empresa.
De acordo com o gerente Regional da GRTE de Caxias do Sul, o Auditor-Fiscal do Trabalho, Vanius Corte, a empresa não fornecia os equipamentos de proteção Individual, necessários para este tipo de trabalho.
“O problema maior é o trabalho em altura. A legislação prevê que qualquer trabalho realizado acima de dois metros seja considerado em altura e devem ser adotadas medidas de proteção, como o uso de plataformas, ou cinto de segurança”, explicou Vanius Corte. Segundo o Auditor-Fiscal, trabalham diretamente no setor em torno de 90 pessoas, mas o risco afeta todos os trabalhadores, porque os ônibus passam por todo o setor.
Interdição suspensa
No dia seguinte, dia 6 de outubro, a interdição foi suspensa, uma vez que a empresa promoveu as adequações necessárias e corrigiu as irregularidades apontadas pelos Auditores-Fiscais do Trabalho.