O Comando Nacional de Mobilização - CNM do Sinait reuniu-se com Auditores-Fiscais do Trabalho do Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira, 7 de outubro, com o objetivo de debater ações para fortalecer o movimento grevista e pressionar o governo a cumprir o acordo assinado com a categoria. A tarefa de sensibilização foi cumprida com êxito, pois 100% dos Auditores-Fiscais aderiram à mobilização e ao SFIT Zero.
O encontro foi no auditório da Superintendência Regional do Trabalho de Mato Grosso do Sul – SRTE/MS, na capital Campo Grande. A reunião foi organizada pela Delegacia Sindical do Sinait em MS - DS/MS.
Os integrantes do CNM falaram da importância da participação de cada Auditor-Fiscal do Trabalho no movimento grevista. Exemplificaram as ações desenvolvidas em outros Estados por meio de operação padrão, como, por exemplo, em Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo, entre outros.
De acordo com a vice-presidente do Sinait, Rosa Maria Campos Jorge, é fundamental o envolvimento de todos no movimento grevista porque a carreira está sob ameaça de não ter o projeto de lei enviado da Casa Civil da Presidência da República para a Câmara dos Deputados. "O movimento precisa endurecer, se não corremos o risco de não conseguir o reajuste salarial".
Rosa Jorge insistiu no ponto em que os números do Sistema Federal de Inspeção do Trabalho - SFIT precisam zerar. "Isso não acontecendo, o governo vai pensar que estamos satisfeitos. Isso precisa mudar, porque não é verdade. A estratégia obrigará o Estado a olhar para os Auditores-Fiscais do Trabalho."
Para a vice-presidente, o engajamento dos colegas do MS representará uma referência para o país. "Todos precisam participar. Estamos num momento crítico do movimento e o engajamento não pode esperar mais".
Os argumentos da vice-presidente foram fortalecidos pelas falas dos integrantes do CNM Ana Palmira Arruda, Alex Myller, Dalva Coatti, Lucas Reis, Roberto Miguel, Vera Jatobá e Sebastião de Abreu Neto. Eles propuseram a não participação em cursos e quaisquer eventos institucionais, entre outras iniciativas.
Durante o debate, a Delegada Sindical Nahia Sayegh e os Auditores-Fiscais José Antônio Ribeiro e Wagner Reis, entre outros, apresentaram idéias e sugestões de estratégias para o movimento.