Auditores-Fiscais do Trabalho do Mato Grosso interditaram, no dia 28 de agosto, a unidade de desossa de um frigorífico no município de Matupá, após a morte de um trabalhador. Joelson Evangelista Costa foi intoxicado por amônia enquanto tentava consertar o sistema de resfriamento, que apresentava problemas de manutenção.
O trabalhador percebeu que o sistema de resfriamento não estaria com a temperatura ideal e teve contato direto com o vazamento. Mais 16 empregados do frigorífico chegaram a ser encaminhados ao pronto atendimento para avaliação, mas foram liberados. A amônia retira o oxigênio de ambiente e queima as vias aéreas.
De acordo com o Auditor-Fiscal do Trabalho Amarildo Borges, o Termo de Interdição indica falhas nos procedimentos de segurança, especialmente em relação ao mecanismo de detecção da amônia. “As informações ainda não são conclusivas porque a análise de acidente de trabalho depende de outras provas que ainda serão apuradas”.
Amarildo acrescenta que, além da falta de detectores de amônia, outros elementos levaram à interdição: falta de inspeções no sistema de tubulação por onde circula a amônia, de adequação da sala de máquinas - só há uma saída de emergência e a norma pede duas -, e falta de Equipamentos de Proteção Individual – EPIs específicos para o caso de vazamento de amônia. “O número de operadores da sala de máquinas também eram insuficientes”, finaliza Amarildo.
Na tarde desta segunda-feira, 3 de outubro, a empresa protocolou o pedido de desinterdição do setor na Superintendência Regional do Trabalho de Mato Grosso. A Auditoria-Fiscal vai realizar uma nova inspeção para verificar se os itens foram regularizados.
Com informações do G1.