Durante uma reunião com Auditores-Fiscais do Trabalho do Rio de Janeiro, no dia 16 de setembro, o presidente do Sinait, Carlos Silva, conclamou a categoria a participar das mobilizações para pressionar o governo a enviar para o Congresso Nacional o Projeto de Lei referente aos acordos assinados com o Sinait em março deste ano.
Ele fez um retrospecto da Campanha Salarial, que começou em 2015 e que culminou numa greve da categoria, ainda em 2015. Segundo o presidente, a negociação só avançou quando o SFIT Zero ganhou a adesão necessária para incomodar o governo. “Se cada um de nós não tivesse dado a sua contribuição, não teríamos esse acordo”, afirmou.
Diante do acordo não cumprido, Carlos Silva apontou que a continuidade do movimento se tornou inevitável, por isso os Auditores-Fiscais do Trabalho decidiram entrar em greve novamente.
Para o presidente do Sinait, a Auditoria-Fiscal do Trabalho corre o risco de ficar prejudicada se não partir para o enfrentamento. “O governo não se sentirá ameaçado se a categoria não o enfrentar. Existe um acordo assinado que o governo precisa cumprir”.
A participação contundente e massiva da categoria, em todas as atividades programadas pelo Comando Nacional de Mobilização – CNM, é fundamental para o sucesso da Campanha Salarial.
De acordo com Carlos Silva, o Sinait está atento a todas as respostas do governo sobre o PL e cobrando insistentemente da Casa Civil mais audiências para tratar do tema.