Carreiras com e sem PL no Congresso partem para a pressão total


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
24/08/2016



Adiar, suspender, conter. Estes são os verbos que estão sendo usados pelo Planalto para orientar o Congresso Nacional a barrar os reajustes. A medida atinge tanto as carreiras que já estão com seus Projetos de Lei no Congresso como aquelas que ainda não tiveram seus PLs enviados, como é o caso da Auditoria-Fiscal do Trabalho.


A notícia foi manchete em todos os principais veículos de comunicação do país nesta terça-feira, 23 de agosto. Outra notícia que teve grande repercussão foi a decisão de rejeitar, em parecer no Senado, o reajuste do subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal – STF, que é o teto do funcionalismo e provoca um efeito cascata em várias carreiras do Judiciário.


A pressão dos servidores já começou. Na manhã de terça-feira, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado ficou lotada de servidores que querem ver seus projetos aprovados e sancionados. O plenário da CAE ficou lotado, assim como o corredor que dá acesso à sala.


A atual conjuntura está exigindo dos servidores públicos união, organização e pressão para assegurar que os acordos firmados sejam cumpridos. Durante toda esta terça-feira o movimento de servidores no Congresso foi intenso, mas isso não se repetirá no restante da semana, em razão da votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff, que começa no Senado na quinta-feira, 25 de agosto. O acesso será extremamente limitado. O trabalho parlamentar terá que se concentrar nos Estados.


Trabalho parlamentar


Dirigentes do Sinait também estiveram na Câmara e no Senado fazendo contatos e articulações para reverter a tendência de segurar os reajustes dos servidores. “A cada dia o governo usa uma desculpa para penalizar os servidores públicos. Os acordos foram assinados e têm que ser honrados. Não podemos aceitar mais essa manobra. Estamos reagindo e a pressão vai aumentar muito mais, em todo o país”, diz Carlos Silva, presidente do Sindicato.


Foram feitos contatos com lideranças como o deputado Jovair Arantes (GO), líder do PTB, e os senadores Rose de Freitas (PMDB/ES), líder do governo, e Wellington Fagundes (PR/MT). Eles se comprometeram a abordar o assunto diretamente na Casa Civil, onde atualmente está o PL da Auditoria-Fiscal do Trabalho. Entretanto, fizeram a ressalva de que não consideram que será possível alguma movimentação antes da conclusão da votação do impeachment.


Os contatos com o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, também continuam. Há um canal direto de comunicação entre ele e o presidente do Sinait. Embora o cenário esteja complicado, o ministro está fazendo as articulações para destravar o PL na Casa Civil.

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