A Justiça do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho de Marabá (PA) aprovaram o financiamento para a estruturação do Instituto Ação Integrada – INAI. A estruturação será coordenada pelo Sinait e pela Organização Internacional do Trabalho – OIT, que compõem o Secretariado Executivo do Movimento.
O INAI pretende fomentar e apoiar iniciativas que promovam o atendimento de trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão ou vulneráveis a essa prática, além de suas famílias e comunidades. O objetivo é promover ações diretas e a articulação de políticas públicas com iniciativas de instituições privadas e de organizações da sociedade civil que evitem a incidência ou reincidência ao trabalho escravo.
Inicialmente, o INAI vai contratar consultorias especializadas, que irão elaborar planos estratégicos de desenvolvimento institucional e de sustentabilidade financeira, além do apoio à complementação de sua formalização jurídica. “As consultorias serão compostas por profissionais de diversas áreas como a jurídica, contábil e de planejamento estratégico”, explica a coordenadora do projeto e assessora especial do Sinait, Patrícia Costa.
Outro objetivo do INAI é enfrentar o desafio de sustentabilidade e da expansão das ações do Movimento Ação Integrada que, após sua implantação e sucesso no Mato Grosso, tem sido implementado na Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins. Segundo a coordenadora, essa expansão requer adaptação do projeto às estruturas institucionais vigentes em cada contexto local e ao perfil do trabalhador a ser beneficiado pelas ações.
Por isso, são necessários recursos técnicos e financeiros para a consolidação das ações em curso e que possam fomentar novas iniciativas de Ação Integrada em nível nacional. “Todas as instituições que compõem o Movimento concordaram com essa solução e contribuíram para o projeto do Instituto”, completa Patrícia.