Por volta das 6 horas da última segunda-feira, 15 de agosto, um vazamento de produto químico tóxico ocorrido em empresa sistemista do complexo da General Motors - GM atingiu 14 trabalhadores que foram encaminhados ao Hospital Dom João Becker, em Gravataí/RS. Eles foram submetidos a nebulização e a administração de oxigênio. Já foram liberados e passam bem.
A Johnson Controls estima que o volume do produto vazado – Tolueno Diisocianato – ficou entre 3 e 5 litros. O produto conhecido como TDI que compõe a espuma empregada na confecção de bancos automotivos. Em razão da inalação do produto os trabalhadores relataram terem sentido tontura, enjôo, forte irritação ocular e nas vias aéreas superiores, além de dificuldade respiratória. Episódios de vômito ocorreram, pois os empregados foram orientados a não ingerir água após a intoxicação. Conforme informações da Ficha de Informações de Segurança do Produto Químico, a inalação do TDI, classificado como sensibilizante respiratório, poderia ter levado os trabalhadores à morte, em razão de sua toxicidade.
Interdição
Os Auditores-Fiscais do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho - SRTE/RS Bruna Quadros, Roque Puiatti e Rudy Allan estiveram na empresa nos dias 16 e 17 de agosto investigando o vazamento e verificando os aspectos de segurança e saúde do trabalho, inclusive ergonomia. O local do vazamento foi vistoriado e foram ouvidos técnicos e gestores da empresa, e trabalhadores que inalaram o produto tóxico.
Duas atividades de manutenção que expunham os trabalhadores a risco grave e iminente foram interditadas: a atividade de Limpeza de Bicos do Cabeçote de Injeção de Espuma e a de Verificação Física de Conexões/Tubulações, que compreende trabalhos em altura. Os Auditores-Fiscais determinaram a emissão da Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT dos 14 trabalhadores intoxicados.
Os Auditores-Fiscais do Trabalho ainda estão apurando as causas do vazamento. A ação fiscal terá continuidade com o encaminhamento, pela empresa, da documentação relacionada ao acidente e às condições de trabalho. Até o momento, foram constatadas falhas na gestão da emergência, no sistema de alarme e na exaustão local.
Com informações da SRTE/RS.