A Auditora-Fiscal do Trabalho Marinalva Dantas é uma das dez vencedoras do Prêmio Trip Transformadores, projeto que homenageia pessoas que, com seu trabalho, ideias e iniciativas de grande impacto ou originalidade, ajudam a promover o avanço do coletivo.
Em 2015, Marinalva foi personagem do livro “A dama da Liberdade”, escrito por Klester Cavalcanti e que a levou à indicação ao Prêmio Trip.
Marinalva divide a página da edição de julho deste ano da Revista Trip, com a atriz Thaís Araújo, que também está entre as vencedoras por sua luta contra o racismo e a discriminação, após sofrer assédio moral nas redes sociais.
Uma equipe de seis profissionais da Revista Trip foi até a cidade de Natal (RN), onde mora a Auditora-Fiscal e a acompanharam durante duas ações de combate ao trabalho infantil. “Eles viram como é a minha rotina”, disse ela. Além disso, gravaram com Marinalva uma longa entrevista, em sua casa, que irá ao ar no dia 11 de novembro próximo pela TV Trip.
“Isso pra mim foi maravilhoso, porque nos parabeniza por acreditarmos no Brasil, e por promovermos transformações em todo o país - paixão em ação e sonho em vida real. Já fui acusada de ser romântica e idealista demais. Esse prêmio me mostra que valeu a pena sonhar porque sonhei a dignidade para os vulneráveis e minhas prerrogativas legais são muito poderosas para mudar as iniquidades no trabalho, no meio ambiente, na saúde e prevenção de doenças provocadas pelo trabalho, inclusive mutilação e morte”.
Marinalva destaca ainda que, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância - Unicef, a Auditoria-Fiscal do Trabalho no Brasil provocou um avanço de dez anos na educação ao insistir na tese de que só a escola integral acabaria com o trabalho infantil. “Provocamos a Educação a se engajar nesse combate. Também mostramos ao país que pessoas degradadas, escravizadas, além de serem submetidas ao trabalho forçado, exercem atividades que degradam o meio ambiente, acabando com as nossas florestas e rios”, lamenta.
Para a Auditora-Fiscal do Trabalho, a sua luta diária durante as ações de fiscalização é contra o assédio moral, sexual e qualquer forma de discriminação. “Tudo isso, me dá a certeza de que o cargo de Auditor-Fiscal do Trabalho existe realmente para provocar e tornar efetiva a tão sonhada Justiça Social”, concluiu ela em depoimento ao Sinait.