Ministro do Trabalho coloca novo prazo para envio do PL do reajuste ao Congresso: 12 de agosto. Categoria deve estar pronta para a retomada das operações padrão
Nesta quarta-feira, 10 de agosto, finda o prazo acordado com o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, para que o Projeto de Lei referente ao acordo firmado entre Auditores-Fiscais do Trabalho e governo seja enviado ao Congresso Nacional. O Sinait, em nome da categoria, comprometeu-se a suspender as operações padrão que estavam sendo realizadas dando um voto de confiança ao ministro para que a situação fosse resolvida.
Ao longo da semana, vários contatos foram feitos com autoridades em busca do fim desse impasse. As mais variadas versões foram obtidas, mas restou claro que o projeto já está na Casa Civil e o passo seguinte é o envio do PL e da mensagem ao Congresso Nacional. Hoje, 10, a confirmação veio do ministro Nogueira, em reunião com o presidente do Sinait, Carlos Silva. Entretanto, mais um limite foi estabelecido: 12 de agosto, sexta-feira.
O PL do reajuste dos Auditores-Fiscais do Trabalho é o único que ainda não seguiu para o Parlamento. Não há explicação aceitável, sequer razoável, para tanta demora. Os reiterados descumprimentos dos compromissos firmados com a categoria provocam uma sensação de descrença, causam indignação de Norte a Sul do país e levaram os Auditores-Fiscais a decidirem pela retomada da mobilização. O movimento tem adesão crescente e manterá apenas os 30% das atividades exigidos por lei, dando prioridade à fiscalização de situações de grave e iminente risco e de atrasos de salários.
Todas as atenções e todos os olhares se voltam para Brasília, para o desfecho desta situação, ao mesmo tempo em que as atividades das operações padrão estão sendo planejadas e deixadas prontas para serem executadas. A categoria tem como lutar, sabe como lutar e mostrará, novamente, sua força, caso isso seja necessário.
Os contatos com parlamentares também são necessários, mais uma vez, para esclarecer e relembrar os compromissos do governo com os Auditores-Fiscais do Trabalho. E para muitas outras questões, como projetos que tramitam e que ameaçam a concretização de direitos futuros, quando não retiram explicitamente o que já foi conquistado. Momento delicado, que requer muita determinação, foco, persistência, coragem e, sobretudo, firmeza para perseguir e alcançar o que almejamos.
O Sinait mantém vigilância e diálogo. Precisa de uma retaguarda pronta para agir, em todo o país. As ações planejadas anteriormente devem ser revisadas, aprimoradas e colocadas no ponto da deflagração, com toda a organização e eficiência possível. Prontidão é a palavra do momento.
Carlos Silva – presidente do Sinait