Auditores-Fiscais do Trabalho de Goiás realizaram, no dia 31 de julho, uma operação padrão de combate ao tráfico de pessoas para fins laborais e sexuais na malha rodoviária goiana. A ação fiscal faz parte da mobilização da categoria que vai entrar em greve no dia 2 de agosto em função do não cumprimento dos acordos assinados com o governo em março deste ano.
Segundo a Auditora-Fiscal do Trabalho Jacqueline Carrijo, o Estado é rota do tráfico humano e também recebe e exporta mão de obra escrava. “A nossa preocupação e atenção é grande, com adultos, crianças e adolescentes, tanto que todas as operações no transporte rodoviário têm esse foco especial”, completa.
A operação foi realizada em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal – PRF e Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT e faz parte da iniciativa global de mobilização em torno de ações comuns para alcançar a melhor maneira de reprimir, lutar contra o tráfico de pessoas para fins laborais, inclusive aqueles que envolvem crianças e adolescentes. “O objetivo é enfrentar o problema do tráfico humano, que envolve aliciamento e transporte para exploração sexual ou trabalho forçado”, afirma Jacqueline.
Durante a operação, os Auditores-Fiscais informaram e fiscalizaram o cumprimento da Instrução Normativa – IN 91, que dispõe sobre a fiscalização para a erradicação do trabalho em condição análoga à de escravo. “Outro foco é o combate ao transporte clandestino, um dos meios mais usados para traficar trabalhadores em todo País”, ela informou.
Os participantes da operação realizaram o trabalho de informação e sensibilização na Rodoviária de Goiânia, com cartazes e panfletos informativos. “Informamos às pessoas que sem Fiscalização do Trabalho, vítimas de tráfico de pessoas migram para o trabalho escravo, para o trabalho infantil. Sem Fiscalização não há proteção dos trabalhadores”, destaca Jacqueline.
De acordo com ela, a maioria das vítimas é composta por trabalhadores vulneráveis, mulheres, crianças e adolescentes que são aliciadas para o trabalho escravo e exploração sexual. E a maior parte dos trabalhadores traficados passam pelo transporte rodoviário. “Hoje, um grande problema no Brasil é a falta de fiscalização na malha rodoviária, provocada pela falta de política pública eficaz de prevenção e repressão desse crime”, conclui a Auditora-Fiscal.