O Sinait divulgou um comunicado às entidades parceiras no combate ao trabalho escravo, nesta terça-feira (26), para informar sobre a greve dos Auditores-Fiscais do Trabalho que começa na terça-feira, 2 de agosto.
O Comunicado foi enviado à Anamatra, CPT, Repórter Brasil, ANPT, CNBB e Conatrae.
Confira:
Auditores-Fiscais do Trabalho do Grupo Móvel aderem à greve nacional
Os Auditores-Fiscais do Trabalho de todo o Brasil irão paralisar suas atividades a partir do dia 2 de agosto, por causa do desrespeito à categoria, por parte do governo, que não cumpre com o que foi combinado ao longo de mais de um ano de negociações e acordado em março deste ano.
O compromisso firmado prevê o envio ao Congresso Nacional de projeto de lei que reestrutura a carreira. No entanto, está sendo protelado. Com isso, o governo dá tratamento discriminatório à Auditoria Fiscal do Trabalho ao enviar projetos de outras carreiras, algumas inclusive já tiveram seus projetos aprovados pelo Congresso, e deixar o dos Auditores-Fiscais do Trabalho de fora.
Diante disso, os Auditores-Fiscais do Trabalho integrantes das equipes do Grupo Especial de Fiscalização Móvel - GEFM, que estão na linha de frente no combate ao trabalho escravo no Brasil, decidiram aderir à paralisação nacional e suspender as ações de combate à escravidão contemporânea.
A greve vai impactar no cumprimento de compromissos internacionais que o Brasil mantém com a Organização Internacional do Trabalho – OIT e outros órgãos internacionais ligados ao mundo do trabalho. E apesar do Grupo Móvel de Fiscalização ser vitrine internacional do Ministério do Trabalho e Emprego, reconhecido mundialmente pela repressão à escravidão contemporânea, a paralisação de suas atividades se faz necessária.
A decisão dos Auditores-Fiscais do Trabalho é responsável e madura. Por isso, será mantido o percentual de 30% das equipes em campo. Novas ações, entretanto, só serão iniciadas após a categoria decidir pela suspensão da greve.