Os Auditores-Fiscais do Trabalho interditaram as atividades de abate de bovinos, o setor de caldeiras e o sistema de refrigeração do Matadouro e Frigorífico Industrial de Roraima (Mafir), sob-responsabilidade do governo estadual, localizado às margens da BR-174, por grave e iminente risco aos empregados nesta segunda-feira, 25 de julho, na capital Boa Vista.
De acordo com o chefe de Fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho de Roraima (SRTE/RR), Virgílio Pires, o matadouro apresentava risco grave e iminente a segurança e a saúde dos trabalhadores. “A caldeira não tinha registro de manutenção e inspeção periódica. Ela estava com risco de explosão que poderia provocar uma tragédia”.
Ele explicou também que o sistema de refrigeração estava comprometido porque não havia nenhum sistema de detecção de vazamento de amônia. “Na ação fiscal a equipe detectou alguns indícios de vazamento do produto, que poderia intoxicar e causar graves danos à saúde dos trabalhos”.
Virgílio Pires disse ainda que os equipamentos de proteção que os empregados dos frigoríficos usavam não eram adequados. “Eles estavam expostos a uma quantidade de sangue excessiva que deixavam as botas encharcadas de sangue, além das fezes dos animais”. Esses e outros pontos de riscos, para o Auditor-Fiscal, desencadeou a necessidade de uma atuação preventiva. “Para evitar problemas mais sérios interditamos o frigorífico”.
Segundo Luiz Roma, coordenador da equipe de fiscalização no matadouro, a ação teve o objetivo de dar continuidade a operações realizadas no ano passado. “Em 2015, fomos a outros dois matadouros do estado, localizados no Cantá e Caracaí, que também tiveram suas atividades suspensas até adotarem as correções exigidas pela fiscalização”.
Para Luiz Roma, a interdição foi necessária para evitar ocorrência de acidentes e adoecimentos relacionados ao trabalho. “A nossa missão é proteger os trabalhadores e sempre atuamos quando verificamos situação de grave e iminente risco”.
O chefe da fiscalização da SRTE/RR, Virgílio Pires, esclareceu ainda que a interdição é por tempo indeterminado. “O frigorífico será desinterditado quando houver as correções e ajustes apontados pelos Auditores-Fiscais do Trabalho de Roraima”.
Assista aqui a entrevista na íntegra de Virgílio Pires. As imagens são do G1 Roraima.