Equipes do Grupo Móvel aderem à greve que terá início no dia 2 de agosto
Equipes do Grupo Especial de Fiscalização Móvel – GEFM irão paralisar suas atividades a partir do próximo dia 2 de agosto, fortalecendo o movimento paredista da categoria. Uma operação de fiscalização que estava programada para ter início, justamente no primeiro dia da greve, foi cancelada em razão da paralisação das atividades.
Criado em 1995, o Grupo Móvel, como é conhecido atua no combate à escravidão contemporânea no Brasil e já resgatou mais de 50 mil trabalhadores submetidos a condições degradantes de trabalho, submetidos a jornadas exaustivas e abusivas. Os Auditores-Fiscais do Trabalho, que coordenam as equipes móveis, realizam ações para libertar trabalhadores escravizados. Na fiscalização de denúncias recebidas, realizam entrevistas com os trabalhadores encontrados, tomando todas as medidas legais necessárias, e elaboram relatórios que são usados como provas contra os infratores.
A paralisação das fiscalizações do Grupo Móvel inviabiliza o cumprimento de compromissos internacionais que o Brasil mantém com a Organização Internacional do Trabalho – OIT e outros órgãos internacionais ligados ao mundo do trabalho.
A retomada da greve pelos Auditores-Fiscais do Trabalho se deve à demora no envio, ao Congresso Nacional, do projeto de lei que reestrutura a carrreira, fruto do acordo assinado com o governo em março passado, e ao tratamento discriminatório dispensado à Auditoria Fiscal do Trabalho. Outras carreiras já tiveram seus projetos enviados e aprovados pelo Congresso e não há razão para, depois de mais de um ano de legítima negociação, atrasar ou protelar o envio do acordo dos Auditores-Fiscais do Trabalho. Por isso, os Auditores-Fiscais do Trabalho integrantes do Grupo Móvel decidiram aderir ao movimento e suspender suas atividades.
Instituições e organizações serão informadas a respeito da adesão do Grupo Móvel à greve, a exemplo da Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo – Conatrae.