Editorial – Não somos “palhaços”, somos representantes do Estado brasileiro!


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
21/07/2016



O Sinait e suas Delegacias Sindicais em todo o país estão orientando os Auditores-Fiscais do Trabalho para a intensificação da mobilização e retomada da greve a partir do dia 2 de agosto. A demora no envio, ao Congresso Nacional, do projeto de lei que concede o reajuste da categoria, fruto do acordo assinado com o governo em março passado, e o tratamento discriminatório dispensado à Auditoria Fiscal do Trabalho estão deixando a categoria indignada, pois outras carreiras já tiveram seus projetos enviados e aprovados pelo Congresso. Não há razão para, depois de mais de um ano de legítima negociação, atrasar ou protelar o envio do acordo dos Auditores-Fiscais do Trabalho.


A discriminação se estende às autoridades do Ministério do Trabalho, que não têm sido reconhecidas com a mesma deferência e obtido os mesmos avanços que as demais autoridades de outros ministérios envolvidas na defesa de seus servidores, quanto ao cumprimento dos acordos. O Ministério do Trabalho e seus servidores estão sendo discriminados.


O governo não pode dizer que não foi avisado. O Sinait mantém contato com autoridades dos Ministérios do Trabalho e do Planejamento, da Casa Civil e da assessoria da Presidência da República, além de parlamentares, alertando sobre a indignação da categoria e as consequências do atraso no cumprimento do acordo. Só esta semana, o presidente do Sindicato, Carlos Silva, esteve duas vezes com o ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira em busca da agilização do processo e de respostas concretas sobre a redação final do texto do projeto, a forma e o prazo para seu envio ao Congresso Nacional. As promessas sempre foram renovadas e há o compromisso de uma reunião com o ministro Dyogo Oliveira, do Planejamento, para a semana que vem. O Sindicato cumpre seu papel institucional, procurando e cobrando do governo o envio do projeto de lei ao Congresso Nacional e exige que o governo cumpra o seu, e logo.


Ao mesmo tempo, o Comando Nacional de Mobilização – CNM, com colaborações vindas de todos os cantos do país, orienta as atividades e providências que devem ser tomadas nas bases, pelos Delegados Sindicais e por todos os Auditores-Fiscais do Trabalho, ativos e aposentados. O Sindicato entende que a interlocução institucional, embora deva e tenha que ser feita, não está sendo suficiente para fazer o governo cumprir a sua parte no acordo. Isto é um absurdo!


A pressão será total e os Auditores-Fiscais, que já aprovaram a retomada da greve, demonstraram que estão prontos para o embate.


Os Auditores-Fiscais do Trabalho estarão unidos e ao longo da próxima semana realizarão operação padrão nos portos e aeroportos do país, a fim de garantir o respeito à legislação trabalhista dos trabalhadores em atividade nestes ambientes. “Cumpriremos nossa obrigação e deveres funcionais” destacou Carlos Silva.


“A toda a sociedade temos a esclarecer que esta situação de conflito foi causada pela conduta repugnável do governo de não cumprir um acordo construído de forma legítima. Não somos “palhaços”, somos representantes do Estado brasileiro e assim saberemos nos posicionar perante o governo”, finalizou o presidente do Sindicato.

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