Auditores-Fiscais do Trabalho do Mato Grosso resgataram quatro trabalhadores de condições análogas à escravidão em um loteamento ilegal na região do Mutuca no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.
As vítimas foram contratadas para construir uma casa, cercas e estradas de acesso. Os alojamentos eram barracos de lona, sem refeitório, água potável e banheiros. Os trabalhadores dormiam no chão, sobre papelões ou em redes e faziam suas necessidades fisiológicas no mato.
De acordo com os Auditores-Fiscais, os resgatados não tinham registro nem Carteira de Trabalho assinada. Eles também não receberam os Equipamentos de Proteção Individual para trabalhar.
Após o resgate dos trabalhadores, os Auditores efetuaram diligências nas cidades de Chapada do Guimarães e Cuiabá para notificar os responsáveis pela submissão dos trabalhadores às condições degradantes e exigir o pagamento dos seus direitos trabalhistas bem como entregar os autos de infração lavrados pelos Auditores-Fiscais do Trabalho.
A operação foi realizada em conjunto com o Instituto Chico Mendes – ICMBio, que flagrou desmatamento de área nativa, construção irregular de uma casa e dano à área de preservação permanente.
Segundo o Auditor-Fiscal Amarildo Borges de Oliveira, coordenador do Projeto de Combate ao Trabalho Escravo da SRTE/MT, os Auditores efetuaram as diligências nas cidades de Chapada do Guimarães e Cuiabá para notificar os empregadores, exigir o pagamento dos direitos trabalhistas dos resgatados e entregar os autos de infração.