Sinait acompanhou debates sobre a Reforma da previdência


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
15/06/2016



Dirigentes do Sinait acompanharam a audiência realizada na Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, que debateu a Reforma da Previdência, nesta quarta-feira, 15 de junho, da qual participou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira de Oliveira.


Durante a audiência, o presidente da Comissão, deputado Roberto de Lucena (PV-SP), informou ter encaminhado ofício ao gabinete da Casa Civil do governo de Michel Temer para que deputados do colegiado participem do grupo de trabalho (GT) que debate uma proposta de reforma da Previdência a ser posteriormente analisada no Congresso Nacional.


Atualmente, o grupo de trabalho é composto pelos Ministérios da Fazenda, do Trabalho e da Casa Civil, além de representantes das centrais sindicais e dos empregadores.


Os Diretores do Sinait assistiram à audiência com o objetivo de tomar conhecimento do que está sendo discutido no âmbito do GT e poder atuar em defesa dos direitos previdenciários dos trabalhadores.


Os cálculos apresentados pelo governo sobre o suposto déficit da Previdência sofreram críticas. O vice-presidente da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas - Cobap, Carlos Olegário, contestou o número e garantiu que a Previdência é superavitária.


Para o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), os argumentos de que “a previdência está quebrada são de quem quer tirar dinheiro dos aposentados”. Segundo o deputado, uma das provas de que o setor é superavitário foi a articulação do governo para aprovar a proposta de emenda à Constituição sobre a Desvinculação das Receitas da União (DRU), “que vai tirar R$ 120 bilhões da Seguridade Social”. Faria de Sá também criticou a recente reforma administrativa que dividiu o controle da previdência entre os Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento.


O diretor da Nova Central Sindical de Trabalhadores, Luiz Gonzaga de Negreiros, também criticou as projeções sobre déficit na previdência e reafirmou que os sindicalistas não vão aceitar retrocessos em seus direitos.

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