Dirigentes do Sinait levaram na tarde desta terça-feira, 26 de abril, ao Procurador-Geral do Trabalho, Ronaldo Curado Fleury, preocupação da categoria a respeito das recentes e frequentes interferências na atuação dos Auditores-Fiscais do Trabalho no Estado de São Paulo, colocando em risco a própria efetividade da atuação fiscal, a exemplo da segurança e o necessário sigilo das ações fiscais que possibilitam o flagrante das irregularidades.
A preocupação se baseia principalmente no ato do superintendente Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo, Luiz Claudio Marcolino, ter exonerado a chefe do Setor de Saúde e Segurança do Trabalho – Segur daquela SRTE, Viviane Forte, cujo ato foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira, 26. A exoneração da Auditora-Fiscal, que exercia sua função exemplarmente, foi motivada em razão de ela ter enfrentado os desmandos e interferências praticadas pelo superintendente e sua assessora, Vilma Dias.
O presidente do Sinait, Carlos Silva, detalhou ao Procurador Geral as diversas interferências que vêm ocorrendo naquele Estado e que culminaram com a exoneração da Auditora-Fiscal do Trabalho.
Ronaldo Fleury comprometeu-se a dar prosseguimento à denúncia levada pelo Sinait e solicitou, durante a reunião, audiência com o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto.
Participaram da reunião, além do presidente e vice-presidente do Sinait, Carlos Silva e Rosa Jorge, os diretores Ana Palmira e Sebastião Estevam. Também estavam presente a Auditora-Fiscal do Trabalho, Viviane Forte, o chefe da Fiscalização do Trabalho da SRTE/SP, Marco Antônio Melchior, a Auditora-Fiscal do Trabalho também do Estado de São Paulo, Alice Grant e o Procurador chefe da Assessoria Jurídica da Procuradoria Geral do Trabalho, Márcio de Andrade.