Campanha Salarial - Presidente do Sinait afirma: “queremos o que é nosso”


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
29/12/2015



Sinait comenta matéria do Correio Braziliense sobre os Auditores-Fiscais do Trabalho não aceitarem proposta do governo


O Sinait vislumbra um ano de 2016 cheio de desafios e lutas. Na última semana de 2015, os Auditores-Fiscais do Trabalho foram surpreendidos com a matéria “Servidor pronto para 2016” em que o jornal Correio Braziliense alega que a missão do ministro do Planejamento, Valdir Simão, Auditor da Receita há 27 anos, não será fácil por ter que tratar “a sede insaciável por reposição salarial de perdas” e “convencer os auditores da Receita e do Trabalho, os únicos que consideram a proposta do governo ‘inaceitável’”. A matéria foi publicada nesta terça-feira, 29 de dezembro, no caderno de Economia, na página 9.


De acordo com o presidente do Sinait, Carlos Silva, os argumentos sobre os Auditores-Fiscais do Trabalho apresentados na matéria não refletem os motivos pelos quais a categoria não recebeu bem a proposta do Planejamento. “Queremos o que é nosso! Consideramos a proposta do governo inadmissível porque não contemplou nem mesmo a questão salarial de forma completa”.


Como avançar nas negociações quando as propostas do Sinait não estão sendo levadas em consideração, pondera com preocupação Carlos Silva. “O governo precisa reconhecer a nossa importância, especialmente para este momento de crise econômica. Não estamos com o ‘olho grande no salário alheio’, queremos respeito e a garantia de uma negociação como deve ser, onde o “caminho do meio” representa sinal de convergência entre as partes. Propomos e trabalhamos duro, mas o Planejamento não apresenta nenhuma resposta viável que atenda de maneira digna os nossos pleitos”.


Além disso, nas reuniões no Planejamento, segundo Carlos Silva, o Sinait apresentou várias outras reivindicações, como, por exemplo, a importância da estruturação da tabela salarial para seis níveis – ressaltando que se trata de uma reivindicação antiga; a regulamentação da Indenização de Fronteira, criada por lei há mais de dois anos; realização de concurso público para o cargo de Auditor-Fiscal do Trabalho, pois estamos com o pior quadro dos últimos 20 anos, com mais de 1.100 cargos vagos; a implantação do Bônus Eficiência com paridade; os reajustes das diárias e indenização de transporte; além da Lei Orgânica do Fisco – LOF, entre outras.


Segundo ele, a categoria trabalha fortemente desde o início do ano, negociando a valorização do cargo de Auditor-Fiscal do Trabalho.


As reivindicações e lutas do Sindicato Nacional foram propagadas ainda incansavelmente em vários segmentos: movimento sindical, Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP), Ministério da Fazenda (MP), Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRFB), Câmara dos Deputados e Senado Federal.


Com base nestas interlocuções, Carlos Silva considera o momento muito difícil, mas de importância estratégica para o Governo repensar com quem pode contar para a retomada de tempos menos turbulentos. “Durante o ano, travamos diversas batalhas sem apoio do governo, mas temos a expectativa de mudanças quanto a isso, inclusive para outras tantas demandas da categoria, como a criação da Auditoria-Fiscal da União com duas especialidades: Trabalho e Receita” e o aval do governo para a PEC 555/2006, que prevê o fim da contribuição de servidores aposentados e pensionistas. 


Para o presidente do Sinait foi um ano difícil e 2016 será de muita luta. “O Sindicato Nacional continuará atuando intensamente na defesa da Auditoria Fiscal do Trabalho. Saímos de 2015 fortalecidos e continuaremos firmes em 2016”.


Leia a matéria do Correio Braziliense aqui.

Categorias


Versão para impressão




Assine nossa lista de transmissão para receber notícias de interesse da categoria.