Ameaças começaram em 2013 e estão sob investigação da Polícia Federal
O Sinait manifesta seu repúdio a ameaças e tentativas de intimidação à Auditoria-Fiscal do Trabalho em Barreiras, na Bahia. Pela terceira vez um telefonema anônimo dirigido a Auditores-Fiscais do Trabalho foi recebido na Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Barreiras, na Bahia, no dia 3 de março. O interlocutor, que não se identificou, citou dois Auditores-Fiscais nominalmente e disse que estariam “preparados” para quando eles retornassem ao local da fiscalização.
Este é o terceiro episódio de ameaça aos Auditores-Fiscais lotados em Barreiras. A primeira foi em julho de 2013 e a segunda em fevereiro de 2014. O Sinait, desde o início, acompanha o caso e no ano passado, em 16 de maio, participou da audiência pública “Garantia dos direitos trabalhistas na atividade rural na região de Barreiras” que foi realizada na cidade com a presença do secretário de Inspeção do Trabalho, de sindicalistas e outras autoridades (veja matéria).
O caso das ameaças está sendo investigado pela Polícia Federal. Este terceiro telefonema também foi denunciado à PF para que integre os autos da investigação. A GRTE/Barreiras noticiou o fato à Polícia Rodoviária Federal e à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE/BA, que já deu ciência do fato à Secretaria de Inspeção do Trabalho – SIT e à Polícia Federal.
O Sinait considera a situação de Barreiras muito grave, intoleráveis e inaceitáveis as ameaças a Auditores-Fiscais do Trabalho que estão cumprindo seu dever. O Sindicato cobra das autoridades que sejam imediatamente tomadas as providências para garantir a segurança dos Auditores-Fiscais durante as ações fiscais e em sua rotina na cidade de Barreiras. A situação já foi denunciada antes, mas isso não intimidou os autores das ameaças, que estão se tornando recorrentes.
O alerta do Sinait é para que as autoridades evitem uma tragédia, lembrando que no caso da Chacina de Unaí, em que foram assassinados três Auditores-Fiscais e um motorista, havia indícios que foram ignorados. A fiscalização não precisa de mais mártires!
Rosa Maria Campos Jorge
Presidente do Sinait