Nesta segunda-feira, 10 de dezembro, aconteceu em São Paulo a primeira audiência do processo judicial impetrado pela rede de lojas Marisa, que pleiteia não ser incluída na “Lista Suja” do trabalho escravo. Oficinas de costura que fabricavam roupas para a rede foram flagradas pela fiscalização em 2010 explorando trabalhadores estrangeiros.
Segundo a Advogada da União que testemunhou no caso, a Marisa tinha poder econômico sobre as empresas terceirizadas e por esse motivo defende a inclusão da rede na Lista Suja. O Auditor-Fiscal do Trabalho Luiz Alexandre Faria, que coordenou a fiscalização à época, também testemunhou no caso e disse que, apesar de a Marisa estar tomando as providências para melhorar as condições de trabalho na confecção de roupas, não se pode passar uma borracha no passado.
A empresa, em razão da ação judicial questionando a Lista Suja, foi excluída do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo. Uma nova audiência foi marcada para o dia 31 de janeiro de 2013.
Assessoria de comunicação do Sinait, com informações da Repórter Brasil.