Auditoras-Fiscais do Trabalho participam da formatura de turma do programa “Aprendendo a Aprender”


Por: Lourdes Marinho
Edição: Andrea Bochi
30/01/2026



Com informações da SRTE/RN e do MPT-RN

As Auditoras-Fiscais do Trabalho Marinalva Dantas e Virna Soraya Damasceno, presidente do Infoca-RN, participaram nesta quarta-feira, 28 de janeiro, da solenidade de formatura de 15 jovens do curso de pré-aprendizagem “Aprendendo a Aprender”, na sede do MPT, em Natal, Rio Grande do Norte.

A iniciativa é resultado da articulação entre o Instituto Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil (Infoca-RN), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN). Visa oferecer trabalho digno e combater o trabalho infantil, por meio da pré-aprendizagem de adolescentes e jovens, capacitando-os em cidadania, inclusão digital e habilidades profissionais para inserção no mercado de trabalho.

Dos 15 formandos, 13 já foram ou estão em processo de encaminhamento para atuarem na Petrobrás, TRT e Banco do Brasil. Também há articulações para a inserção dos estudantes restantes em outras empresas e órgãos públicos.

Durante a cerimônia de formatura, Marinalva Cardoso e Virna Damasceno destacaram a importância da aprendizagem profissional na vida dos jovens e o papel da formação na prevenção de violações de direitos. Para elas, a maior alegria dos Auditores-Fiscais do Trabalho é saber que os adolescentes que concluem a pré-aprendizagem saem mais protegidos. “A nossa felicidade é saber que vocês estão vacinados contra o trabalho escravo. Vocês não vão cair em conversa fiada e acabar escravizados”, afirmaram. Ressaltaram ainda que os jovens passam a reconhecer outras situações de risco. “Vocês também já sabem como não cair nas armadilhas do assédio sexual”, completaram

As Auditoras reforçaram a importância de os formandos multiplicarem as informações recebidas. “Conversem com amigos, vizinhos e parentes. É fundamental dizer que ninguém precisa pagar nada para ser aprendiz. A aprendizagem é um direito garantido por lei”, destacaram.

Marinalva Cardoso ressaltou o envolvimento direto de Virna Damasceno na promoção da pré-aprendizagem e lembrou que, graças à atuação da Auditora-Fiscal, o Infoca foi redirecionado para atuar junto a esses jovens. Disse também que os formandos saem à frente de outros aprendizes por terem passado pela etapa da pré-aprendizagem. Marinalva explicou ainda que o espaço onde ocorrem as aulas foi viabilizado a partir de uma articulação feita por Virna, que garantiu a cessão do local para o curso. “Nós não pagamos aluguel daquela sala. O imóvel é da Virna e da irmã dela, e a sala foi cedida para que vocês pudessem aprender, sem nenhum custo”, informou.

A formanda e oradora da turma, Ariadne Beatriz, destacou a força transformadora da aprendizagem profissional: “Com as ferramentas que adquirimos, temos nas mãos a chance de mudar e criar um mundo mais feliz, mais justo e cheio de oportunidades para todos.”

Para o estudante Pedro Victor, o futuro é alvissareiro. “Olhamos para a frente e vemos um futuro cheio de possibilidades na aprendizagem profissional, onde não só aprendemos uma profissão, mas também aumentamos a nossa capacidade de transformar o mundo ao nosso redor, mostrando que somos capazes de conquistar uma vida melhor para nós mesmos e nossas famílias.”

A formatura contou ainda com a presença de familiares dos estudantes e representantes institucionais, que participaram de um café da manhã.

Chacina de Unaí e avocação

Durante a solenidade, também foi lembrado o Dia do Auditor-Fiscal do Trabalho, celebrado em 28 de janeiro. Marinalva Dantas explicou aos jovens aprendizes que a data foi instituída em memória das vítimas da Chacina de Unaí, quando quatro colegas servidores do MTE foram assassinados no exercício da função. “É um dia para lembrar nossos colegas que perderam a vida e reafirmar a importância do trabalho de fiscalização”, disse, ao relembrar que o crime teve todos os envolvidos condenados e presos.

Marinalva contou ainda que na quarta-feira, 28 de janeiro, diversos Auditores-Fiscais estavam em Brasília participando de um ato em memória das vítimas e também contra a avocação de fiscalizações e processos de trabalho escravo pelo ministro do Trabalho. “A avocação acontece quando o ministro chama para si a condução de casos que estavam com as equipes técnicas. Isso pode comprometer a autonomia e a efetividade do combate ao trabalho escravo”, finalizou.


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