Renato Bignami e Victoriana Gonzaga fazem perguntas inquietantes sobre direitos humanos e as relações de trabalho que envolvem os trabalhadores terceirizados e os empregados diretos do Carrefour e o que isso tem a ver com os episódios de violência neste e em outros casos
Por Solange Nunes
Edição: Nilza Murari
Em artigo intitulado “Caso Carrefour e o déficit jurídico nas cadeias de fornecimento” publicado no site Justificando – Mentes inquietas pensam Direito, no dia 14 de dezembro, os autores Renato Bignami, Auditor-Fiscal do Trabalho e Especialista em Segurança e Saúde Ocupacional no Escritório Regional da Organização Internacional do Trabalho – OIT no Brasil, e Victoriana Gonzaga, Especialista em Direitos Humanos e pesquisadora do Centro de Empresas e Direitos Humanos da Escola de Direito – CDHeE FGV/SP, analisam a violência, o racismo e os problemas recorrentes em relação ao modelo de segurança terceirizada, no caso Carrefour.
A análise pontua outros campos, já que a violência é recorrente e, a partir do pressuposto de proteger, os seguranças acabam se envolvendo em casos de violação e abusos de direitos humanos.
Nesta linha, os autores Bignami e Gonzaga argumentam pela necessidade das empresas – seja o Carrefour, a Vector empresa de segurança, ou qualquer outra empresa – “não só compreenderem sua responsabilidade em respeitar os direitos humanos, mas criarem ferramentas e mecanismos eficazes capazes de mitigar os impactos negativos sobre os direitos humanos, bem como reduzir os efeitos decorrentes dos serviços de segurança privada em suas atividades e operações”.
Leia aqui o artigo na íntegra.