Dia do Idoso – Envelhecer bem e com saúde é o desafio da atualidade


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
01/10/2018



Por Nilza Murari


Dia 1º de outubro é o Dia do Idoso. A data faz alusão ao dia em que entrou em vigor o Estatuto do Idoso – Lei nº 10.741/2003. É considerado idoso, de acordo com a lei, a pessoa com idade igual ou acima de 60 anos.


Com quinze anos de vigência, é consenso que o Estatuto do Idoso deu mais visibilidade às questões do envelhecimento. Sociedade, familiares, pessoas jovens e até os próprios idosos passaram a ter maior percepção de seus direitos. A lei obrigou o poder público a oferecer serviços especiais aos idosos e hoje há delegacias especializadas em atender denúncias de abusos e maus tratos. É obrigatório ter assentos reservados em transporte público e salas de espera de hospitais e outros espaços públicos. Pessoas idosas têm preferência em filas de banco, supermercados, cinemas e teatros, aeroportos, rodoviárias e repartições públicas, entre outros.


Entretanto, a Lei nº 10.741/2003 não resolveu todos os problemas. O aumento da expectativa de vida – hoje acima de 71 anos – fez crescer a população idosa no País. Os serviços para atender as pessoas que vão envelhecendo e necessitando de maiores cuidados não se desenvolveram na mesma proporção. Há um déficit no atendimento à saúde e falta de preparo do poder público e das famílias para lidar com os idosos, além de dificuldades econômicas acentuadas com a crise econômica.


O Capítulo II do Título IV do Estatuto do Idoso prevê os crimes passíveis de punição praticados contra pessoas idosas. São considerados crimes a negligência, o abandono, a discriminação, a violência sob várias formas – inclusive financeira – e atos de crueldade e opressão contra pessoas idosas.


Uma das facetas da crise é o desemprego. Com ele, filhos e netos morando com pais e avós que, muitas vezes, sustentam toda a família com sua aposentadoria. É comum também que idosos voltem ao mercado de trabalho, mesmo que informalmente, para complementar a renda, já que a grande maioria dos beneficiários da Previdência Social recebe um Salário Mínimo. Ao assumir as dificuldades da família numa fase de vida em que deveriam ter mais tranquilidade, idosos abrem mão de projetos que adiaram para realizar depois de aposentados. O resultado disso tudo pode ser stress, depressão, doenças crônicas como a hipertensão ou diabetes.


Um olhar especial do poder público para essa população, cuja tendência é continuar crescendo, precisa se traduzir em políticas e programas capazes de manter saúde e equilíbrio, proporcionar lazer e atividades apropriadas para a faixa etária. Se a sociedade conquistou as condições para viver mais, o mínimo desejável é que essa vida tenha qualidade e dignidade. Isso é uma responsabilidade de todos, cidadãos e poder público.​

Categorias


Versão para impressão




Assine nossa lista de transmissão para receber notícias de interesse da categoria.