O presidente e a vice-presidente do Sinait, Carlos Silva e Rosa Jorge, respectivamente, participaram na condição de convidados do Ministro do Trabalho, nesta terça-feira, 18 de setembro, da 1ª reunião do Comitê de Estudos Avançados sobre o Futuro do Trabalho, na sede do Ministério do Trabalho – MTb, em Brasília.
Por Andrea Bochi
Edição: Nilza Murari
O presidente e a vice-presidente do Sinait, Carlos Silva e Rosa Jorge, respectivamente, participaram na condição de convidados do Ministro do Trabalho, nesta terça-feira, 18 de setembro, da 1ª reunião do Comitê de Estudos Avançados sobre o Futuro do Trabalho, na sede do Ministério do Trabalho – MTb, em Brasília.
Participaram do encontro o ministro do Trabalho Caio Vieira de Mello e demais membros do Comitê, constituído por representantes do governo, do Judiciário, do meio acadêmico, de entidades de classe e sindicais. O Comitê, criado em 18 de setembro, tem a missão de discutir e propor formas de proteção ao emprego diante do avanço da automação.
Na reunião, foram apresentados estudos e trabalhos técnicos sobre a evolução do trabalho e seus desafios futuros pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - Dieese, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea, Observatório Nacional do Mercado de Trabalho e Confederação Nacional da Indústria – CNI, que destacaram que a proteção do emprego passa pela qualificação dos trabalhadores brasileiros. Além disso, que esses trabalhadores tenham condições de enfrentar um futuro com novas tecnologias e grandes desafios relacionados ao aumento da produtividade e competitividade.
Após as apresentações de estudos realizados tanto por órgãos do governo quanto por entidades representativas do patronato, o presidente do Sinait fez a seguinte reflexão que demonstrou a preocupação em relação ao debate sobre governança do trabalho: “Eu não vi aqui a preocupação com a representação do Estado como garantidor do trabalho digno”.
Carlos Silva disse que o espaço é importante para que, reunidos os representantes de órgãos e entidades envolvidos diretamente com o mundo do trabalho, sejam apresentadas colaborações às discussões. Para ele, essas contribuições poderão possibilitar maior visibilidade do tripé formado pela Auditoria Fiscal do Trabalho, Ministério Público e Justiça do Trabalho, que se complementa ao que foi apresentado sobre a representação sindical e patronal, compondo, desta forma, um cenário mais completo da governança do trabalho.
Ao ponderar que o Brasil ainda tem algumas carências a serem superadas antes de se almejar condições para dar início às ações concretas para ser inserido na indústria 4.0, o presidente do Sinait frisou a relevância de que os debates precisam ser aprofundados e integrados com a participação dos ministérios. “Todos podem contribuir apresentando a história da política industrial do Brasil e as projeções que cada pasta faz para essa política industrial, a exemplo da política educacional no braço da formação profissional. Acredito que, assim, possamos fazer as projeções mais acertadas, sob pena de estarmos projetando um futuro do trabalho descolado da política econômica e educacional do país”, sugeriu.
Consulta pública
Também está sendo realizada consulta pública sobre o futuro do trabalho, que recebe contribuições dos brasileiros pelo e-mail institucional [email protected]. As propostas serão analisadas pelo Comitê, e o resultado será compilado para discussão no Conselho Nacional do Trabalho – CNT.