Por Dâmares Vaz
Edição: Nilza Murari
As atividades relativas à Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo promovidas pelas Delegacias Sindicais do Sinait nos estados seguem ocorrendo em todo o país. Nesta terça-feira, 30 de janeiro, a Delegacia Sindical no Pará – DS/PA promoveu ato público em frente à Superintendência Regional do Trabalho – SRT/PA, em Belém, com a participação dos diretores do Sindicato Orlando Vila Nova e Rosângela Rassy. Na ocasião, foram distribuídos panfletos e camisas que remetem à Chacina de Unaí, ocorrida em 28 de janeiro de 2004, e ao combate à escravidão contemporânea, além de material contra a reforma da Previdência.
As mobilizações desta semana e da última marcam o 28 de janeiro, Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo e Dia Nacional do Auditor-Fiscal do Trabalho. A data foi definida em razão da Chacina de Unaí, em que foram assassinados três Auditores-Fiscais do Trabalho – Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva – e o motorista do Ministério do Trabalho Ailton Pereira de Oliveira. A equipe verificava denúncias de trabalho escravo em fazendas do município mineiro quando foi executada.
O crime brutal deixou uma mancha indelével na Auditoria-Fiscal do Trabalho, na sociedade e no próprio Estado brasileiro, e o Sinait e os Auditores-Fiscais do Trabalho ainda clamam pela efetiva punição dos mandantes e intermediários dos homicídios. Mesmo julgados e condenados em 2015 pelo Tribunal de Júri de Belo Horizonte (MG) como idealizadores da chacina, os irmãos Antério e Norberto Mânica, Hugo Alves Pimenta e José Alberto de Castro permanecem em liberdade, enquanto não são julgados seus recursos que tramitam no Tribunal Regional Federal da 1ª Região – TRF1.