A presidente da Delegacia Sindical do Sinait em Alagoas – DS/AL, Martha Fonseca, reuniu Auditores-Fiscais do Trabalho e Servidores Administrativos da Superintendência Regional do Trabalho – SRT/AL, além de representantes do Sindiprev/AL, no dia 13 de julho, para discutir as medidas a serem tomadas após a interdição do prédio da Superintendência, ocorrida em 11 de julho – relembre aqui.
Os Auditores-Fiscais do Trabalho ressaltaram a preocupação com o tempo que pode levar até que se encontre uma nova instalação para o pleno funcionamento dos serviços prestados à população. Também foi apontado que o tempo para o deslocamento dos servidores até as empresas pode aumentar, o que reduziria a quantidade de estabelecimentos atendidos e o alcance das metas estabelecidas pela Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho – SIT/MTb.
“Seremos penalizados por uma ação sobre a qual não temos responsabilidade. Ao contrário, sempre denunciamos as condições precárias e sub-humanas de trabalho a que os Auditores-Fiscais eram submetidos diariamente no prédio onde funcionava a SRT. Essa interdição irá dificultar o alcance das metas”, informou Martha Fonseca.
Os dirigentes do Sinait já levaram o caso à SIT, em reunião também no dia 13 com a secretária de Inspeção do Trabalho, Maria Teresa Pacheco Jensen, e pediram providências – saiba mais aqui. “Queremos uma saída, mas não aceitamos que os Auditores-Fiscais sejam prejudicados nesta transição, porque avaliamos que a União e o MTb foram negligentes e contribuíram para que a situação chegasse a esse ponto”, afirmou na ocasião o presidente do Sindicato, Carlos Silva.
Desde que o prédio foi interditado, há uma preocupação dos servidores em conseguir outro espaço de trabalho. Um dos locais que podem ser negociados é o edifício Walmap, que dispõe de 22 salas. A ocupação do lugar depende, porém, de tratativas com a Secretaria do Patrimônio da União – SPU, e mesmo assim para funcionamento temporário. A retomada da negociação do aluguel de um prédio em Jaraguá também aparece como opção, mas dependeria de recursos disponibilizados pelo Ministério do Trabalho.
*Com informações da DS/AL