Servidores da Gerência Regional do Trabalho – GRT em Marabá, vinculada à Superintendência Regional do Trabalho no Pará – SRT/PA, denunciam as péssimas condições de trabalho a que estão submetidos, precarizadas ainda mais depois que a GRT teve recursos cortados. De acordo com a própria SRT/PA, o orçamento para o órgão no Estado sofreu uma restrição financeira de 30%, imposta pelo Decreto 8.961/2017, que foi alterado pelo Decreto 9.018/2017. Assim, não haveria recursos para suprimentos de fundos das Gerências e Agências regionais.
A situação descrita pelos servidores dá conta de que não há nem água para beber na GRT. Os Auditores-Fiscais do Trabalho, Servidores Administrativos, trabalhadores terceirizados e estagiários levam água de casa para beber.
A companhia de distribuição de energia elétrica da cidade já avisou que o fornecimento poderá ser suspenso, pois o poste, que fica dentro da área do Ministério do Trabalho - MTb, pode cair em razão da corrosão da madeira. A responsabilidade pela manutenção, segundo a empresa, é do MTb.
Não há telefone e a internet vem sendo doada. A placa na frente da gerência está em estado avançado de deterioração e com risco de cair.
A unidade está repleta de materiais e equipamentos que não servem mais, mas não há servidores para cumprir a parte burocrática do descarte e nem dinheiro para bancar o transporte do entulho, que se acumula em vários locais da GRT.
Em outra parte, um veículo está parado há pelo menos três anos por não funcionar mais e nunca ter sido consertado. O material de escritório para o setor administrativo está em falta, o portão eletrônico da garagem está estragado e a gerência não conta com vigilante noturno.
Trabalham na unidade oito Auditores-Fiscais do Trabalho, três Servidores Administrativos e cinco terceirizados – dois vigilantes, dois responsáveis pelos serviços gerais e uma recepcionista –, além de três estagiários.