O Sinait, representado pelo presidente da Delegacia Sindical no Espírito Santo – DS/ES, Leonardo José Decuzzi, participou na quinta-feira, 2 de fevereiro, de reunião da Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo - Coetrae-ES. O evento ocorreu em Vitória, no auditório do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT, com o objetivo de debater a reestruturação da Coetrae-ES e das ações de fiscalização, repressão e combate ao trabalho análogo ao escravo.
O dirigente falou da importância de fortalecimento das estruturas de enfrentamento ao problema, a exemplo da Inspeção do Trabalho, e também denunciou os ataques que a Fiscalização vem sofrendo por parte do Gabinete do ministro do Trabalho. “O Sinait cobra respeito às atribuições dos Auditores-Fiscais do Trabalho, servidores essenciais ao combate dessa chaga social que é o trabalho escravo. É preciso denunciar ainda a proposta de mudança no seu conceito”, pontuou Decuzzi.
A defesa da fiscalização também esteve presente no pronunciamento do Auditor-Fiscal Klinger Moreira, que representou o superintendente Regional do Trabalho, Alcimar Candeias, que também é Auditor-Fiscal. Além dele, o evento contou com a participação do coordenador estadual de Direitos Humanos e presidente da Coetrae-ES, Júlio Pompeu; do procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho no estado – MPT/ES, Estanislau Bozzi; da defensora pública federal Karina Bayerl; e do superintendente substituto e chefe de Policiamento e Fiscalização da Polícia Rodoviária Federal - PRF, Rodrigo Bonfim.
A reunião da Coetrae-ES relembrou ainda o Dia do Auditor-Fiscal do Trabalho e o Dia e Semana Nacional do Combate ao Trabalho Escravo, celebrados no dia 28 de janeiro. A data foi definida em razão do brutal assassinato dos Auditores-Fiscais Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e do motorista Ailton Pereira de Oliveira, no crime que ficou conhecido como Chacina de Unaí.
O presidente da DS/ES denunciou também as tentativas de retirada de direitos trabalhistas, representadas por projetos em tramitação no Congresso Nacional, em temas como terceirização, negociado sobre legislado e trabalho temporário. “Os atores sociais devem se envolver na defesa do arcabouço normativo de proteção aos trabalhadores, chamando a sociedade a participar das ações.”