O procurador do Trabalho Leomar Daroncho publicou nesta terça-feira, 31 de janeiro, na Revista Eletrônica Gazeta Digital o artigo “Amarras de erradicação do trabalho escravo”, que revela no percurso da história as constrangedoras omissões que, desde 1888, da assinatura da Lei Áurea até os tempos atuais, após 129 anos, acompanham a prática do trabalho escravo no Brasil.
Segundo o autor, apesar das várias iniciativas para acabar com essa chaga, como, por exemplo, o artigo 149 do Código Penal, a aprovação da Emenda Constitucional 81/2014, entre outras ações, o combate é difícil.
Nesse contexto, explicou Leomar Daroncho, os Auditores-Fiscais do Trabalho Eratóstenes de Almeida, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva e o motorista Ailton Pereira de Oliveira tornaram-se mártires da luta pela erradicação do trabalho escravo no país. Os três foram assassinados durante uma investigação de trabalho escravo em Unaí (MG).
À bárbara chacina, o tempo acrescentou a sensação de impunidade, argumenta Daroncho. Segundo ele, embora a morosidade dos meandros do arrastado processo judicial seja bastante conhecida, já se passaram 13 anos desse assombroso episódio. A sociedade continua aguardando a condenação e a punição dos mandantes do crime.
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