Nesta segunda-feira, 30 de janeiro, a Delegacia Sindical do Sinait em Minas Gerais – DS/MG organizou um Ato Público na porta da Superintendência Regional do Trabalho, em Belo Horizonte. Concentraram-se ali, a partir das 9 horas, Auditores-Fiscais do Trabalho e sindicalistas, para cobrar a prisão dos mandantes da Chacina de Unai que, apesar de condenados, estão em liberdade.
Athos Vasconcelos, Delegado Sindical em Minas, considera um absurdo que mandantes e intermediários já condenados, valendo-se de recursos e brechas, ainda estejam impunes. “Por isso estamos cobrando do Judiciário que julgue os recursos e confirme a sentença para que os condenados cumpram suas sentenças. As famílias irão sempre sofrer, mas isso ameniza o sofrimento”. Ele também comenta que é muito longo o tempo transcorrido entre o crime, que foi em 28 de janeiro de 2004, e os julgamentos. Isso favorece mudanças negativas no cenário. “Nove pessoas foram indiciadas. Um morreu na cadeia e outro teve o crime prescrito. Os executores estão prestes a conseguir liberdade e os mandantes estão impunes. Isso é inaceitável”.
Os sindicalistas presentes também protestaram contra a impunidade dos mandantes e intermediários e se solidarizaram com os Auditores-Fiscais do Trabalho e familiares. A viúva do Auditor-Fiscal Eratóstenes de Almeida Gonsalves, Marinês Lina de Laia, compareceu ao Ato Público, mas optou por não falar. Desde a semana passada estão havendo várias manifestações em torno da data.
A imprensa também deu atenção ao Ato Público e aos treze anos da Chacina de Unaí. Rádio Inconfidência, TV Rede Minas, Rede TV!, jornal Estado de Minas e BHZ TV fizeram a cobertura do evento. A imprensa sindical deu ampla cobertura, antes, durante e depois do Ato Público: SindAsseio, Affemg, CTB, UGT, CSB, FTIEMG, Sindpúblicos, Força Sindical, representante do vereador Gilson Reis (PCdoB), Sindados, Associação dos Fiscais da Fazenda Estadual, entre outros.
O atual superintendente Regional do Trabalho, João Carlos Amorim, e o ex-Delegado Regional do Trabalho, Carlos Calazans, além do presidente da Associação dos Auditores-Fiscais do Trabalho de Minas Gerais, José Augusto de Freitas, também compareceram.
Auditores-Fiscais e sindicalistas colocaram faixas na fachado do prédio e distribuíram panfletos que explicam a Chacina de Unaí e os motivos do protesto ao público que passava pelo local ou procurava serviços do Ministério do Trabalho.
Veja algumas matérias veiculadas sobre o Ato Público:
30-1-2017 – Rádio Inconfidência
28-1-2017 – Estado de Minas
28-1-2017 – Sitraemg
26-1-2017 – Vermelho
26-1-2017 – CTB Minas