Chacina de Unaí – Auditores-Fiscais pedem que o TRF1 aplique a Justiça


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
26/01/2017



Em Ato Público em frente ao Tribunal, em Brasília, Auditores-Fiscais protestaram contra o longo tempo à espera da punição dos mandantes e intermediários


Auditores-Fiscais de todo o país participaram do Ato Público organizado pelo Sinait no dia 25 de janeiro, em frente ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região – TRF1, com objetivo de lembrar os 13 anos da Chacina de Unaí e pedir a prisão dos mandantes já condenados.


Dárcio Vagner Vieira, Auditor-Fiscal lotado em Montes Claros (MG), disse que fiscalizou em parceria com Nelson José da Silva muitas vezes e afirmou que ele era um Auditor-Fiscal exemplar. “Ele organizou e estruturou fiscalizações rurais, sistematizou procedimentos de fiscalização no plantio da soja”. Segundo ele, Nelson era uma referência de peso na Auditoria-Fiscal do Trabalho e por isso incomodava muito. “Infelizmente ele pagou caro por ser um grande profissional”.


Para os Auditores-Fiscais Roberto Miguel e Lucas Reis, os colegas foram assassinados porque faziam seu trabalho bem feito e incomodavam os fazendeiros. “Eles eram agentes do governo, não foi apenas um crime contra a vida, foi também contra o Estado brasileiro e a resposta tinha que ter sido mais célere”. Eles esperam que o TRF1 analise os recursos dos mandantes e intermediários do crime o mais rápido possível.


A mesma coisa exigiu o presidente da Delegacia Sindical do Sinait no Rio de Janeiro, Pedro Paulo Martins, ao afirmar que um crime hediondo como esse, praticado contra servidores públicos do governo, no exercício da função, não pode ficar sem resposta. “É um crime contra a nação brasileira e o TRF1 precisa analisar o mais rápido possível os recursos. Essa história precisa ser concluída, a impunidade não pode continuar”.


Ao final das exposições, os Auditores-Fiscais do Trabalho e os representantes das entidades parceiras gritavam palavras de ordem como “Justiça, ainda que tardia!” e “O desejo por justiça, nunca vai morrer!”.


Durante o ato público a presidente da Delegacia Sindical do Sinait no Maranhão, Mônica Duailibe, leu a Nota Pública: Retaliações à Inspeção do Trabalho tentam desmantelar a fiscalização do trabalho. O documento faz referência a recentes exonerações de Auditores-Fiscais do Trabalho e nomeações de pessoas estranhas ao quadro para ocupar cargos técnicos na Secretaria de Inspeção do Trabalho. Em razão de forte reação do Sinait, a situação está sendo revertida. 

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