Publicada em: 21/07/2016
Paralisação foi aprovada porque o governo não cumpriu com os acordos assinados com a categoria
Os Auditores-Fiscais do Trabalho aprovaram em Assembleia Geral Nacional – AGN, com 83,36% dos votos, a retomada da greve da categoria por tempo indeterminado, a partir do dia 2 de agosto. O resultado da AGN, realizada no dia 19 de julho, foi consolidado nesta quinta-feira (21).
“A paralisação é a resposta da categoria indignada com o governo que ainda não cumpriu o acordo assinado no dia 24 de março, durante a campanha salarial”, explica o presidente do Sinait, Carlos Silva.
Para que os acordos sejam cumpridos é preciso que o Ministério do Planejamento encaminhe à Casa Civil a minuta de projeto de lei, que reestrutura a carreira de Auditor-Fiscal do Trabalho e concede o reajuste salarial da categoria, a ser enviada ao Congresso Nacional para que o projeto seja aprovado pelos parlamentares.
Nesta quarta-feira, 20 de julho, o presidente do Sinait esteve mais uma vez com o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, para cobrar seu empenho e intervenção imediata nas tratativas interministeriais para que o acordo firmado com a categoria seja cumprido.
Ronaldo Nogueira informou que cobrou dos ministros do Planejamento, Dyogo Oliveira, e da Casa Civil, Eliseu Padilha, celeridade para finalização do texto do projeto de lei e consequentemente seu envio à Casa Civil. Ele disse também que cobrou a redação do projeto nos mesmos moldes dos Auditores-Fiscais da Receita.
De acordo com Nogueira, a finalização da redação do projeto está marcada para a próxima quarta-feira (27). Ele informou também que os ministros se comprometeram a cumprir integralmente os acordos.
A AGN aprovou, também, a manutenção de atividades essenciais como as denúncias sobre não pagamento e atraso de salários relacionados às situações de grave e iminente risco ao trabalhador.
Carlos Silva informa que a categoria já está num grau elevado de indignação, e alerta que, caso o governo não cumpra com o acordo, a greve poderá ser radicalizada.
“A nossa categoria saberá deixar claro para o governo que não aceita ser discriminada e desrespeitada. Iniciamos já a partir da próxima semana ‘Operação Padrão’ em portos, aeroportos e nas atividades das Olimpíadas no Rio de Janeiro. Acredito que, depois disso, o governo nos ouça e cumpra sua parte nos acordos celebrados”, afirmou Carlos Silva.