BA: Luta por melhores condições de trabalho provoca mudança de sede da Superintendência


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
01/12/2016



A mudança, apesar de não ser definitiva, é resultado da mobilização dos Auditores-Fiscais do Trabalho e Servidores Administrativos


A Delegacia Sindical do Sinait na Bahia – DS/BA informa que a partir do dia 19 de dezembro a sede da Superintendência Regional do Trabalho – SRT/BA, em Salvador, terá novo endereço. A mudança, segundo a Delegada Sindical Larissa Wanderley, não é definitiva, mas é bem-vinda, devido aos vários transtornos que os Auditores-Fiscais do Trabalho, demais servidores e usuários vêm enfrentando nos últimos anos.


A sede atual apresenta problemas graves como o mau funcionamento dos elevadores – que chegaram a ficar interditados, impedindo o acesso de pessoas com dificuldades de locomoção e cadeirantes, e do ar condicionado, numa cidade marcada pelo intenso calor. Também há problemas com o sistema de combate a incêndios, falta de mobiliário adequado e serviço terceirizado de informática, que não atende às demandas da SRT/BA.


A DS/BA, em conjunto com outras entidades sindicais, realizou vários protestos para denunciar a situação de precariedade da Superintendência. Larissa Wanderley comenta que “a mudança é fruto de muita luta e pressão dos Auditores-Fiscais do Trabalho. Chegamos a interditar o prédio, por não oferecer condições de segurança aos servidores e aos trabalhadores”.


A nova sede será instalada num prédio de 15 andares, com garagem, auditório, três elevadores, além de instalações físicas e elétricas adequadas, proporcionando melhores condições de trabalho, acessibilidade e de atendimento à população. A mudança é provisória, até que seja resolvido se a sede será reformada, se haverá mudança para um outro imóvel ou se um novo prédio será construído.


Durante a mudança, no período de 5 a 16 de dezembro, o atendimento ao público ficará suspenso. As Agências de Atendimento dos Aflitos e da Calçada continuarão atendendo.


O Sinait registra que, pelo Brasil afora, várias unidades do Ministério do Trabalho funcionam em condições precárias, como em Alagoas, Pará, Maranhão, Paraíba e Rio Grande do Sul. Os problemas vão desde instalações elétricas antigas que podem provocar incêndios até rachaduras, vazamentos, mofos e infiltrações, passando por falta de pagamento de serviços de limpeza, telefonia e informática. O Sindicato faz, reiteradamente, pedidos de reforma dos prédios ao MT, já tendo apresentado um dossiê com os problemas detectados pelas Delegacias Sindicais.

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