No Dia do Servidor Público, 28 de outubro, o Comando Nacional de Mobilização – CNM esteve em Boa Vista/RR, para cumprir duas agendas importantes para a mobilização da categoria. A primeira, uma reunião com os Auditores-Fiscais do Trabalho do Estado. A segunda, uma reunião com o senador Romero Jucá (PMDB/RR), importante interlocutor do governo no Senado (veja matéria).
Como vem fazendo por todo o Brasil, os integrantes do CNM passaram informações sobre as articulações em Brasília e trabalho parlamentar em todo o país, em busca do envio do projeto de lei que efetiva o acordo ao Congresso Nacional. O PL, como se sabe, está na Casa Civil da Presidência da República, e o ministro Eliseu Padilha tem repetido que o governo vai cumprir o acordo e enviá-lo ao Congresso. Entretanto, tem estabelecido marcos que vão sendo adiados. O último colocado foi a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição – PEC 241/2016, agora tramitando no Senado como PEC 55/2016.
Carlos Silva, presidente do Sinait, e Rosa Jorge, vice-presidente da entidade, e outros integrantes do CNM, falaram exaustivamente sobre a importância da adesão total às orientações contidas nas cartas do Comando, de Norte a Sul do país. Só de forma coesa e unida a categoria conseguirá os resultados que vão pressionar de forma definitiva o Ministério do Trabalho e o governo a cumprirem o acordo.
SFIT Zero, fiscalizações em setores estratégicos, trabalho parlamentar e entrega de cargos são algumas das orientações que, somadas, produzirão efeitos positivos para a mobilização, segundo Carlos Silva e Rosa Jorge. Para isso, todos os Auditores-Fiscais do Trabalho têm que fazer sua parte, engajando-se e convencendo os demais colegas a também fazê-lo.
Enfim, o recado é que, se não houver luta, nada será obtido. A categoria corre risco real de ficar sem reajuste e amargar o rebaixamento da carreira, além de congelamento pelos próximos 20 anos. O acordo é o fôlego que a categoria precisa, agora, para continuar lutando por valorização e recuperação do prestígio do Ministério do Trabalho nos próximos anos.
“Em Roraima são poucos Auditores-Fiscais do Trabalho. A ida do CNM até lá deu um ânimo novo aos colegas. Estamos confiantes que a mobilização será fortalecida no Estado e fora dele, por meio do empenho dos colegas no processo de convencimento”, diz Carlos Silva.