Retrospectiva 2015 - 33º Enafit – Na Paraíba, reflexões sobre a carreira e a alegria da confraternização


Por: SINAIT
Edição: SINAIT
20/01/2016



Publicada em 14-9-2015


Reflexão sobre os avanços e desafios da carreira, confraternização e muita alegria foram ingredientes da noite de abertura do 33º Encontro Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho – Enafit, que acontece pela segunda vez em João Pessoa, capital da Paraíba, onde o sol nasce primeiro e traz consigo a hospitalidade do povo paraibano. Os anfitriões entoaram, com entusiasmo, o hino popular da Paraíba, “Meu sublime torrão”, contagiando os mais de 600 convidados da solenidade no Paço dos Leões, na noite deste domingo, 13 de setembro, em João Pessoa (PB).


A presidente do 33º Enafit e Delegada Sindical do Sinait na Paraíba, Maria da Paz Bezerra do Nascimento, usou poesia para dar as boas-vindas aos enafitianos. Em um texto que fez um resumo de tudo o que vai acontecer ao longo da semana, Maria da Paz exaltou os 27 Estados brasileiros, representados no evento por Auditores-Fiscais de todo o país, falou de João Pessoa, de suas belezas naturais, da arte, da história e refletiu sobre a importância da Auditoria-Fiscal do Trabalho.


“Aqui é cenário ideal


Para estudos, discussões


dos temas mais instigantes


inerentes à Inspeção


para partilhar experiências,


angústias, inquietações


e deixar fluir emoção”, disse.


Maria da Paz citou também o Grupo Móvel de Fiscalização, que luta no combate ao trabalho escravo e completa 20 anos de existência em 2015.


“Forma justa de homenagem


à Auditoria-Fiscal do Trabalho,


protagonista no combate à escravidão.


São exatos vinte anos


de uma luta incessante


na libertação de escravos


das condições degradantes.


Muitos forçados a trabalhar


com jornadas exaustivas,


liberdade cerceada,


violência, ameaça


e a submissão por dívida”, lamentou.


Outra preocupação da presidente do 33º Enafit é quanto ao número limitado de Auditores-Fiscais do Trabalho em todo o país, em especial na Paraíba:


“Situação da Paraíba:


 todos sobrecarregados,


não mais que quarenta e um


para fiscalizar todo o Estado.


Também são acometidos


por doenças no trabalho


decorrente de stress,


em nível bem elevado.


Conclusão a que chegou


estudo de um professor


em tese de doutorado”.


O secretário de Inspeção do Trabalho, Paulo Sérgio de Almeida, que participou da solenidade de abertura representando o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, falou dos avanços brasileiros ao longo dos últimos 12 anos: “Neste período o país gerou mais de 20 milhões de empregos com carteira assinada, aumentou o salário médio dos trabalhadores, com a elevação do salário mínimo, que subiu 76% acima da inflação e melhorou o poder de compra dos brasileiros”. Para o secretário a Auditoria-Fiscal do Trabalho tem dado grande contribuição para a proteção dos trabalhadores brasileiros, especialmente no combate ao trabalho escravo e infantil. Ele lamentou a existência destas chagas no país e falou da importância da divulgação da Lista Suja, porque em sua opinião, o povo tem direito de saber quem são os empregadores de escravos no país.


Além disso, ele citou a participação do Auditor-Fiscal na arrecadação de FGTS e disse que o Ministério do Trabalho e Emprego não permitirá que cortes no orçamento comprometam a fiscalização. Paulo Sérgio falou ainda sobre a crise econômica e política pela qual o país está passando. “Nossa convicção é de que a crise atual é preocupante, mas passageira. Confiamos na nossa capacidade de superação e vamos lutar para não haver retrocessos”. 


Valorização dos Auditores-Fiscais


Vilson Romero, presidente da Anfip e vice-presidente do Fonacate falou da importância da Auditoria-Fiscal no combate ao trabalho degradante, do seu papel nos avanços sociais do país por meio da fiscalização do FGTS e da necessidade da paridade entre as carreiras. “Levantamos a bandeira da paridade, somos parceiros na luta pela valorização dos Auditores-Fiscais”.


A vice-governadora da Paraíba, Lídia Feliciano, acolheu os enafitianos, falou dos avanços do governo do Estado na proteção do trabalhador e disse que os Auditores-Fiscais merecem que seja feita justiça à categoria. “Sei que o trabalho de vocês não é fácil. Reconheço a necessidade de aumentar o número de Auditores-Fiscais, que zelam para que o trabalhador brasileiro tenha trabalho digno. Parabéns àqueles que combatem o trabalho escravo. Inspirem-se nas nossas belezas e escrevam a Carta de João Pessoa, para que faça valer a dignidade do trabalhador brasileiro”, disse referindo-se ao documento que sintetiza as discussões do Encontro.  


Conquistas e desafios


Para finalizar as falas da solenidade de abertura a presidente do Sinait, Rosa Jorge, fez seu último pronunciamento como presidente do Sinait em um Enafit, exaltando a força da categoria, que se reflete no fortalecimento do Sindicato e na acertada política sindical posta em prática dentro de um sistema democrático e participativo. “É uma força proporcionalmente inversa ao número de Auditores-Fiscais do Trabalho, caracterizado por grande capacidade de superação de adversidades, dentro e fora do Ministério do Trabalho e Emprego. Somos pouco mais de 2.500 em atividade hoje. Apesar disso, estamos mais fortes, mais unidos e mais conhecidos”.


Rosa Jorge lembrou o desafio de consolidar a nova estrutura do Sindicato, aprovada em 2011, citando que não há alteração de paradigmas sem resistências. “Tudo o que foi conquistado deve-se à capacidade de mobilização e de união proposta pela Diretoria do Sinait e não às divisões da categoria como algumas propostas. Afinal nosso patrão é um só – o Governo Federal centralizado em Brasília, Esplanada dos Ministérios. Forjamos nosso protagonismo com trabalho árduo, com luta, com coragem e com justiça. É complexa a atuação junto a muitos órgãos e autoridades, com limites legais e muita burocracia. As frentes de trabalho são múltiplas e simultâneas, a gama de assuntos é imensa”.


As lutas, as conquistas e os desafios da categoria foram colocados por Rosa Jorge, que encerrou com um trecho da velha, mas atual canção que nos lembra sempre que “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”, versos do cantor e compositor paraibano, Geraldo Vandré. 


Homenagem


No final da solenidade o Sinait e a Delegacia Sindical de Goiás prestaram homenagem à Auditora-Fiscal do Trabalho, Elene Maria Fleury, que faleceu no último mês de julho. A Delegada Sindical Odessa Florêncio leu texto escrito por Katleem Marla Pires de Lima, que emocionou os enafitianos, relembrando a alegria e vitalidade da Auditora-Fiscal. Elene atuou no Estado de Goiás e foi a primeira mulher a presidir o Sinait, entre 1993 e 1995. Apaixonada pela luta sindical, Elene deixou um legado para a Auditoria-Fiscal de Trabalho, atividade que ela exerceu a partir de 1975, quando passou no concurso público.

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