Apesar de novas tentativas de adiamento, foi iniciado às 9h42, desta terça-feira, 27 de outubro, o julgamento dos réus José Alberto de Castro e Norberto Mânica, acusados de serem o articulador e mandante, respectivamente, do crime conhecido como Chacina de Unaí, que vitimou três Auditores-Fiscais do Trabalho e um motorista do Ministério do Trabalho e Emprego. O crime ocorreu em janeiro de 2004, na área rural do município mineiro de Unaí.
De acordo com o juiz, Murilo Fernandes, o julgamento deve se estender até a quinta-feira, 29. “Na pior das hipóteses, encerraremos na sexta”, afirmou Murilo.
Os sete jurados, sorteados, que fazem parte do júri popular, são quatro mulheres e três homens.
Na quinta-feira, 22 de outubro, os advogados de defesa utilizaram manobras jurídicas que adiaram o julgamento pela segunda vez.
A presidente do Sinait, Rosa Jorge, diretores da entidade e Auditores-Fiscais de várias partes do país estão em Belo Horizonte para assistir ao julgamento. Um grupo permanece em frente ao prédio da Justiça Federal gritando palavras de ordem e pedindo que a justiça seja feita com a condenação dos acusados.
O ministro da Previdência Social e Trabalho, Miguel Rosseto e dirigentes da Secretaria de Inspeção do Trabalho – SIT acompanham o início do julgamento, de dentro do plenário.